26 de novembro de 2013

Silêncio Selvagem


É reconfortante esse silêncio, nada mais cabe em mim,
Só esse estigma selvagem que vai se arrastando pelo meu ser.
Eu nunca queria ser e estar tão livre, tão espontânea, tão assim.
Respirando em minhas dimensões, arriscando em outras paisagens
Colidindo com outras utopias, outras estantes, colidindo por aí
Sem me preocupar com o que não é imediato, com o que faz doer.
Meus cabelos, cacheados, soltos ao vento, dançando a todo momento.
É reconfortante esse silêncio, tudo e mais cabe em mim.

Daniele Vieira

7 de novembro de 2013

Amanhã Deveríamos Ser Suficiente


Feche os seus olhos,
Eu irei te surpreender...
Amanhã sentiremos saudades
Do que fomos e deveríamos ser.

Iremos fingir que não sabemos
De nada que nos aprisone.
Mas, meu bem, será tarde demais
Para amarmos outrém que não nos abondone?

Abra os seus olhos,
Eu não estarei aqui.
Hoje levamos lembranças
Só o suficiente para si.

Daniele Vieira

17 de outubro de 2013

Deixar Fluir, Talvez Seja Demais


Ainda tenho algo para não deixar ir,
Para não deixar fluir nesse outono...
É sempre algo que não dá para dizer,
Algo que não sei como escrever. 
Talvez, seja tarde demais.

Então, não adianta se fecho meus olhos.
Nem se murmúrio palavras estreitas e vazias 
Tentando dá-las algum falso conceito reconfortante.
Não adianta porque as desculpas sempre são minhas...
Sempre são arranjadas com facilidade.

Não sei reagir quando sou surpreendida por esses medos.
E no fim acabo desistindo... Acho que sou egoísta de mim.
Só um pouco de mim, um pouco que não sei deixar ir.
Não sei deixar fluir com essa correnteza de emoção...
Talvez, seja cedo demais.

Daniele Vieira

17 de setembro de 2013

Se Eu Pudesse Desatar Um Tanto De Mim


Se eu pudesse desatar minhas próprias mãos nesse caminho feito de rascunhos
E deixar de lado essas lições de desventuras para aventurar-me em minhas alegorias...
Seria um tanto utópico demais, um tanto mais de mim. O quanto já me perdi entre essas linhas,
Já me confundi em minhas fantasias e já me envolvi por outras melodias... Já não sei evitar.
Um fôlego não é o suficiente, uma história não é o bastante e o som do silêncio não é o mais alto.
Se eu pudesse desatar minhas próprias poesias nesse mar seco de inspiração
E deixar pra lá, esses vestígios de lembranças para deleitar-me em outras paisagens...
Seria um tanto libertador demais, um tanto menos de mim.

Daniele Vieira

22 de agosto de 2013

Suportar Anseios


Eu sei, não recebemos nada que não possamos suportar.
E isso me motiva. E isso deveria lhe motivar também.
Sou daquelas que tem asas mas tem medo de voar...
Daquelas que tem amor mas tem medo de demonstrar.
Nada que não possa suportar. Nada que deixe de motivar.
Nada que não me permita ficar por aqui nessa escada gelada,
Cativando minhas ironias pessoais em um punhado de ar.
Deixa pra lá, talvez não deveria dar tanto corda aos meus anseios...

Daniele Vieira

31 de julho de 2013

Tardou Assim...


Tardou, antes que nunca deixasse de ser assim...

Tardou lá, para aqui as ondas dançassem assim...

Tardou por aqui, esperando não ser mais assim...

Daniele Vieira

22 de julho de 2013

Mas Imagine...


É como se tudo reagisse por algo surreal,
Talvez seja uma questão de loucura mas imagine...
Como se caminharmos para algo já estimulado,
Algo já reprovado, algo já rabiscado...

Algo superior, algo calculado, algo cármico,
Além do que eu e você esperamos, algo antônimo.
Qualificado e premeditado, decepções atrofiadas...
Talvez seja uma questão de loucura mas imagine...

E se, talvez inconsciente, eu escolhi o que reagir...
 Como se andássemos pelos passos que antes desenhamos.
Talvez seja uma questão de loucura mas imagine...
Apenas a aflição de passar por esses passos.

Talvez seja uma questão de loucura mas imagine...
Se o que reajo não for o que antes escolhi...
Acho que dos passos e traços me perdi.
Talvez seja melhor andar assim.

Daniele Vieira