19 de fevereiro de 2012

Sim ou Claro?! Henna Indiana


"A Índia é um país com uma cultura rica em detalhes, e torna-se um desafio ou até mesmo uma pretensão caracterizar alguns rituais indianos em um pequeno texto. A moda indiana entrou com tudo no nosso dia a dia e trouxe várias formas de representações, sendo que a tatuagem de henna é uma delas.
A tatuagem indiana em sua maioria é feita no corpo feminino para que traga sorte e saúde aos casamentos indianos. Este ritual já acontece a mais de mil anos nos países acidentais e está associado diretamente à transcendência e a transformação das mulheres.
Em geral, as noivas na Índia têm sua pele pintada pelas amigas e membros da família que passam horas juntas e aproveitam para conversar sobre os preparativos do casamento e é claro sobre a lua-de-mel. Este que leva o nome de Mehendi pode durar várias horas ou até mesmo dias.
A henna, como já citado a cima, também pode ser usada para rituais de beleza como: colorir, dar brilho e vigor aos cabelos. Os indianos, por exemplo, possuem uma explicação bem romântica para a origem da henna, um pigmento vermelho extraído da Lawsonia inermis que surgiu no Oriente e no norte da África. Segundo eles, o deus Shiva não olhava mais para as mulheres depois de ter ficado viúvo. No entanto, uma mulher chamada Parvati apaixonou-se por ele e fez de tudo para chamar sua atenção e um dos seus artifícios foi aplicar tatuagens de henna nas mãos. Assim, esse ritual passou a ser um ato sensual para os olhares masculinos tornando assim um símbolo de conquista feminina. Seu esforço para conquistar o coração do poderoso deus valeu a pena, e ela não demorou a se casar com ele."


E não é que é uma tradição linda!? É tão artístico e bem trabalhado que não tem como não ser bonito. E outra, sai com o "tempo", com a frequência que molhar a área. Não é permanente que é ótimo para quem não gosta de tatuagem e dá para fazer um desenho e depois se enjoar fazer outro. Os desenhos tem um significado específico as noivas: "Quando uma moça vai se casar na Índia, a família chama um astrólogo para detectar suas dificuldades no futuro casamento. E é a partir destas necessidades que ele escolhe o melhor desenho para tatuá-la. Até que a tatuagem desapareça da pele é costume que a noiva não se preocupe com trabalhos domésticos. A explicação é simples: quanto mais se molha o desenho, mais rápido ele some. A noiva também costuma tatuar seu nome com henna em alguma parte bem escondida do corpo para que o noivo busque na noite de núpcias."
"A henna usada é preparada de forma caseira. A erva é misturada com água até fazer uma pasta pegajosa, depois colocada num cone feito de papel grosso. O buraco pequeno na extremidade serve de pincel. Os motivos são variados: as mãos parecem envoltas por luvas, os braços por braceletes, nos pés surgem meias rendadas. Quando as noivas usam para o dia do casamento significa vida longa para o marido... Apesar de não serem parte da nossa cultura - infelizmente! -, as tatuagens de henna, quando bem feitas, são lindíssimas obras de arte. Sem contar todo o romantismo: no casamento indiano, o homem e a mulher passam a ser deuses um para o outro."
E aí, sim ou claro?! COM CERTEZA SIM E CLARO! Eu amei essa tradição e quando for me casar vou aderir ela sem sombras de dúvidas. Tradição bela essa! Simplesmente Amei!

Daniele Vieira

18 de fevereiro de 2012

Arte em Reflexos de Poesia


Arte não vem da felicidade, ela vem da dor,
Do sentimento apertado e das batidas irregulares.
Contraem com o tempo, a arte não possui relento
Ela descansa no sossego e, na música, transfere talento.
Resplandecente Sol poente se curva na imensidão azul,
Ordenando pensamentos ilhados em percussão constante.
Brota na aurora, a essência angelical. Magnifica virtude.
Tangencia meu estigma, aperfeiçoa a minha ruína.
Mundo pecador, me transforma em reflexos de poesia.
Rema na beleza de questionar o meio que habita,
Será que somos o que pensamos que somos?
Sistemas bombeando sangue, sistemas alienando almas.
Que mundo terrível é esse? Que ilusões são essas?
Natureza, por favor! Cuida de mim, Mãe.
De tanto oprimir e calar, poucas pessoas, poucas vidas,
Ainda cultivam o bem. Ainda vivem em plenitude.
Rega esse solo infértil, faz surgir paz e amor,
Onde há maldade e corrupção, Iemanjá traz a esperança.
Arte sorrir, arte canta, arte chora, arte manda.
Aos poucos me pergunto quem é essa que questiona?
Reflexos de poesia, refletindo em prosa poética...
Olhando no seu interior, a elegância poetiza.
Desse mundo cigano, o sobrenatural não é engano,
A loucura chega a ser a perfeição e arte é palavrão.

Daniele Vieira

17 de fevereiro de 2012

Montanhas Geladas


O Sol surgiu no ventre das montanhas geladas,
Renovando o meu ser, derretendo minhas mágoas.

Daniele Vieira

12 de fevereiro de 2012

Colorindo Sonhos


Colorindo sonhos, modelando formas,
Pintando medos e articulando esperanças.
Salteando no azul e descendo amarelo,
Ela fugia por dentro de labirintos sinceros.
De tanto correr, escorregou e vermelho ficou.
Chorou, chorou, chorou e por fim observou,
Tinha chegado no jardim de amor, de flores maternas.
Logo a mente tranquilizou e o sorriso, dourado surgiu.

Daniele Vieira

9 de fevereiro de 2012

Good Night


Good night, baby don't cry
Good night, angels will care for you 
Good night, lonely soul, the heaven waits for you
Good night, sleep and dream with me
Like every night I dream with you.

Daniele Vieira

4 de fevereiro de 2012

Chá da Tarde em Poesia


É como se a perfeição tivesse virado estátua,
E as inúmeras palavras quebrassem como porcelana.
Porque eu sei que de algum modo, tudo isso, fez efeito.
Quem sabe está na hora de ir, de esquecer, de deixar partir...
Porque minha honra e meu juízo estão me pondo a compaixão.
Introduz novos conceitos de especulação, e acredita que é fiel,
Mas suas ações provam que é seduzido pela coquista.
Aromas empoeirados pelo teu morfo perfume silvestre,
E flores estreitas á estante. Amor precoce não é anabolizante.
Suspira elegante como livros antigos, e você me adstringe,
Como limão em doce chá. Destrói minha harmonia metabólica.
É bom, até você desejar destruir meu estigma.
Minha razão, minha ilusão, minha solitude, minha e minha...
Aos poucos deixa de ser minha por essa política viciada.
Tudo que sei é que não sei.
Pois as coisas mais profundas e sinceras simplesmente surgem.
Não sei o "porque", só sei que sinto. E isso é real.
Se é real, logo existe.
E se compõem com delicadeza de laços, que por acaso,
Ascendem a paixão fluorescente em sua áurea.
Não existe coincidências. Tudo ocorre porque é inevitável.
Então que, tudo que sei seja que não sei, 
Seja que sinto, seja real, seja existente,
E deliciosamente como chocolate, seja inevitável.

Daniele Vieira