29 de julho de 2012

Pensamentos No Tardio


Pego pensamentos dançando no crepúsculo tardio
Relembrando sentimentos inválidos e sonhos deixados
Aquela aurora, aquele perfume, aquela estranha poesia
Como eu queria que um dia tudo se realizasse tal como
E os pensamentos dançam e salteiam no meu coração
Deixando-me cheia de perguntas, cheia de curiosidade
Será? E se? Quando? Por onde anda minha criatividade?
Cativa estímulos por desculpas, e tudo isso não é nada
Nada parecido com os meus pensamentos no tardio.

Daniele Vieira

25 de julho de 2012

Tudo Muda


É agora foi pra valer! No dia 21 de julho de 2012, virei vegana.
Não consumo mais nada que seja resultado do maltrato ao animal.
E é claro, não foi tão difícil assim como as pessoas pensam...
Eu acho que é porque eu me adapto as circunstâncias muito rápido
Ou deve ser por que já não consumia carne vermelha faz 8 anos
E um das minhas metas era virar vegetariana quando crescesse mais...
Porém o inevitável é danado consequente, não é? Provas e mais provas
Me deixaram pasma, mal conseguia acreditar nas loucuras humanas
Nem na violência com seres que nunca fizeram mal para a humanidade
Já passa 5 dias e hoje é que me coração aquietou-se, aqui não é lugar
Para discursos políticos, ambientais mesmo eles sendo éticos e morais
E é difícil... Mais o desapego é fácil e é bom por demais tirar esse fardo
Ouso dizer que como até melhor que antes, muito mais saudável!
E a opinião alheia? Não me falta. Ninguém quer acordar para realidade
Ninguém quer amar para depois ser amado. Ninguém quer deixar
Algo que a sociedade capitalista diz que é bom e nutritivo. Quando, 
Ora quando, podíamos acabar com a fome mundial! Acorda sociedade!
Acorda meus irmãos, por que eu já passei na minha aprovação
E hipocrisia não é mais solução para quem não quer deixar prazeres
Quem come cadáveres, não se ofenda de ser chamado de cemitério ambulante.

Daniele Vieira

PS: A página "10 curiosidades da autora" já foi atualizado no dia 23/07/2012! Agora são 11! (:

16 de julho de 2012

Vazia


Sendo sincera, esses tempos estou me sentindo com um vazio
Meu coração não dói e  minha mente não especula o passado
Vazia, sem expectativas, sem argumentos, sem desculpas, oca
Criatividade, cria ainda, mas não cativa. Sintomas de introversão
Na verdade é eu que não tenho algo interessante para pensar
Inspiração pra quê? Quando tudo que eu preciso é me livrar
Da dependência social. Vazia, vazia, vazia... Deixo de ser minha
Sou do silêncio, do eco, da ressonância. Mas assim preciso ficar e
Me sentir vazia para aquietar o que não me deixa me valorizar.

Daniele Vieira

8 de julho de 2012

Xícaras de Inspiração


Precisa-se de uma xícara de inspiração
Mais de duas colheres de açúcar
Diferentes especiarias, algo cativante
Alguma dose de autoestima psicótica
Talvez três gotas de criatividade cósmica?
E na parede borbulha e derrama a paisagem
No branco, manchado de sombras, vem caos
Espera por esperança, por passar na peneira
Xícara de inspiração, chá já vos jaze, café cadê a fé?
Doçura cristalizada, estigma em eclipse visual
Deixe brilhando, afogando, xícaras na meu coração
De tudo que eu preciso, preciso mais de você.

Daniele Vieira

4 de julho de 2012

Orvalho


Pela graça na manhã as gotas de orvalho ainda permanecem desacordadas
Se a natureza não ensina, fica difícil de decifrar aqueles hábitos alarmantes
Timbrando no descompasso de memórias forjadas em patamares de falsa nobreza
Antes que acreditasse, que você é aquele que concerta os galhos estranhos
Não te convence que nessa atmosfera o estranho seja belo, tudo que é utópico
Cria forma aonde o orvalho há de cair três vezes, desamparo, desliza e desapega.
Escorrega, purifica, deixa, deixa cair, deixa curar... Revigora as forças interiores
Antes de eu perceber elas acordam e em um suspiro elas caem, sofrem de desapego
Sofrem de liberdade, sofrem de mutação física, sofrem de deixar de sofrer.

Daniele Vieira

24 de junho de 2012

Espreita Na Tua Estante


De tudo um pouco, um pouco de música espreita na tua estante
Um pouco de dança entre tuas nuances, derrete no delírio do florescer
Brota melodia na minha antiga primavera, como se eu ainda estivesse nela
Sempre assemelha com aquele perfume, aquele amargo nardo me embriaga
Pelos os meu sonhos, termina em desfecho com aquela dança caleidoscópica
Lembras dela? Aquela que tentei, tentei te ensinar, tentei criar nosso único igual
Fortifica o desejo de decadência neste coração muchado, é certo que a música
Encostou naquela estante, naquele instante, na minha próxima desculpa doentia
Me deixa permanecer aonde me permita esquecer, me deixa espreitar palavras,
Espreitar os sentimentos, outras dúvidas antes que tua estante desmorone
Um pouco, só um pouco de música, trilhando essa queda dançando
Deixe me dançar nas tuas lições, deixe me espreita na tua estante.

Daniele Vieira

Simetria Borboleta


Simetria, medo, aflição, estímulo, todas minhas falhas vão embora de algum jeito
Não tenha medo, o tempo passou e a perfeição estátua eternizou a força interior
Mais detalhes, mais coincidência, mais anos, borboleta inspira outro Mandala
Completa com cores e outras promessas de como chegar a sintonia do voo
Asas declinam sobre o céu arranhando os desejos de gringos aspirantes
Mais mesmo que a intenção seja pura, o teu segredo manchou tuas asas
Voa, voa, voa se não me conhece... Tua simetria borboleta me inspirou
Encantadora derrota cultiva o calor da vitória, se não me pergunte o porque
De todos os meus estigmas serem rotulados como manias assimétricas
Do seu lado, lado a lado, vermelho sangue mancha minhas assas por simetria.

Daniele Vieira