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4 de julho de 2012

Orvalho


Pela graça na manhã as gotas de orvalho ainda permanecem desacordadas
Se a natureza não ensina, fica difícil de decifrar aqueles hábitos alarmantes
Timbrando no descompasso de memórias forjadas em patamares de falsa nobreza
Antes que acreditasse, que você é aquele que concerta os galhos estranhos
Não te convence que nessa atmosfera o estranho seja belo, tudo que é utópico
Cria forma aonde o orvalho há de cair três vezes, desamparo, desliza e desapega.
Escorrega, purifica, deixa, deixa cair, deixa curar... Revigora as forças interiores
Antes de eu perceber elas acordam e em um suspiro elas caem, sofrem de desapego
Sofrem de liberdade, sofrem de mutação física, sofrem de deixar de sofrer.

Daniele Vieira

10 de junho de 2012

Eu Agora Me D-Desejo


Eu caí como neve nesse verso desestruturado
Eu caí de joelho como mais uma garoa numa necessidade
Eu caí sem firmamento como uma flor sem suas pétalas

Agora já não deliro nesse escrúpulo que me refratou
Agora já é um outro amanhã, para afogar os sonhos nos seus olhos
Agora já me deixa em pedaços, como eu posso ficar mais próxima?

Me dei o Sol, me preencha com o verão que nunca vem
Me mostre como eu posso transbordar algo que me questiono
Me enfeite com os raios que dançam nas copas das árvores

De gotas em gotas, eu esperava encher esse infinito oceano
De detalhe em detalhe, eu esperava ser o que desejava ser
De desejo em desejo, eu esperava que o céu não parecesse tão longe.

Daniele Vieira

23 de maio de 2012

Daria Meu Tudo




É eu te daria meu tudo, eu daria meu tudo para ter além dessas lembranças
Empoeiradas na minha estante, e esse desejo me deixou com insanos medos
E isso esfumaça minha visão, é só mais uma história, sem amor, sem vitória
E então é isso? Nada é tão repentino com esse meu novo vício de me machucar
Entre essas personalidades que brigam por igual. Por onde andou minha harmonia?
Eu tenho estado tão confusa, eu tenho estado tão programada, tão planejada
E não quero que isso me segure, eu quero pintar as rosas brancas de violeta
E deixa-las girando e girando, me curando, me machucando, quando vou entender?
É assim que os escritores terminam? Ah, eu daria meu tudo para viver minhas 
Eloquências, eu te daria meu tudo para te ver sorrindo daquele jeito para mim
Enquanto minha única desculpa já foi usada, mas saiba que você sempre foi meu vício
É, acontece que eu nunca me enjoei das suas desculpas, nem das suas teimosias
Esperava e acreditava na sua percepção, um dia vai entender que eu estava certa
Era para ter sido diferente, era para tem desmanchado em roxo, violeta, lilás...
Estranho é eu ainda ter essa conexão com você, saber exatamente aonde você estar
E aonde você pertence é aonde você deveria ficar. Eu te daria meu tudo para você ficar.

Daniele Viera


17 de abril de 2012

Ele Vai Se Casar


Ele decidiu. Ele vai se casar, ele vai acabar em loucura
Ele vai se casar para crescer, permanecer e delimitar
Seus desejos se tornaram verdade, acenda as luzes
Assim como naquelas vezes que eu esqueci de negar,
Negar a profundidade e intensão das suas atitudes
Mas saiba que nada pode ser feito, nada pode ser dito
Nenhuma chama pode voltar a ser reacendida.

Ele decidiu. Ele vai se casar. Nada pode ser feito
Desejo que ela seja uma princesa, digna de um príncipe
E que sejas um príncipe de verdade! Chega de desculpas
Chega de reclamações, dei à ela ramalhete de Lírios
Sussurre as injustiças e grite o amor. Vai ficar tudo bem 
Ah, darling, não se esqueça, nunca se esqueça...
O quanto é inteligente, a felicidade que pode realizar.

Ele decidiu. Ele vai se casar. Não se esqueça. Nunca se esqueça
Que não pode mais amarrar esses laços com as mãos atadas...
E a submissão nunca foi um dos nossos aliados, não?
Ele vai se casar, vai ter seus sonhos atingidos, vai ter filhos
Quando o desejo se realiza, as memórias vão se desaparecendo
Ele vai construir, vai aprender, não comigo, mas vai aprender
Que na vida não devemos tender ao fanatismos de idolatrar
De amar, de querer, de adorar... Não podemos viver em exagero.

Ele decidiu. Ele vai se casar. Não comigo, mas vai aprender
Que na vida, tudo que é essencial é mais difícil de conquistar
Mas não importa, eu já tenho outro ponto de vista, diferente
Do jeito que costumávamos criar, minha visão estava tão cinzenta
Eu nunca desejei a tragédia, mas ela sempre foi meu maior espetáculo,
Meu maior fardo, meu maior medo. O grande amor não é o amor certo.
Sempre era guerra, preto no branco, branco no preto, amor proibido
E tudo que sabemos um do outro é muito pouco. Ele vai se casar.

Ele decidiu. Ele vai se casar. Amor proibido é muito pouco
Ele vai tentar enlouquecer o mundo com suas teorias rotuladas
Ele vai sorrir quando esquecer a palavra. Ele vai envelhecer no outono
Vai envelhecer e criar filosofia. Ele vai agradecer. E ele vai morrer.
Vai morrer como das inúmeras vezes já morreu. Ele se vai devagar...
Que os anjos lhe proteja. E eu vou decidir. E eu vou casar.
Vou errar, vou falhar, vou me testar. Vou escrever para mudar,
Vou escolher o que me faz bem, já que tudo que sei é temporário
Assim como a minha visão está clara e minha mente esclarecida. 

Daniele Vieira


8 de abril de 2012

Segredos Quero Voar


Segredos esparramados em sonhos, eu até tentei desenhar.
Essa foi a maior mentira que eu já ouvi, estava ruída e bamba
Você não acha que, com tudo isso, deveria aprender algo?
Em outro equilíbrio, a gravidade deixa de ensinar a voar
Sendo que tudo que nos segurava, era um mundo danificado
Era apenas pura criatividade suicida. Era apenas puro amor traído.
Finge queda, finge criar, finge asas, finge saber voar, finge liberdade.
Mas a verdade machuca e as mentiras ainda mais, o que resta 
É esse ar sufocante que rasga. Eu tentei segurar mas não foi suficiente
Todos os segredos se transformam, em outra desculpa, em outro amor...
Outono vai te trazer de volta para mim. Só não sei se ainda vou querer
Querer brigas, apelos, exageros. Quero voar sem segredos
Quero amar o hoje, amar o agora; porque o passado me condena
E o futuro me acusa. Quero escrever sem ter medo de magoar.
Quero que não exista nenhum fragmento daquela loucura
Doce e intelectual. Quero começar comigo, começar no Eu.
Confiando no horizonte, o Sol se estilhaça o mar.
Segredos transcendem sentimentos, aparam as asas  
Fantasias as criam. E eu ainda, tenho medo de voar.

Daniele Vieira



5 de março de 2012

E Ela Ainda


E ela precisa. Ela sabe que precisa, ainda nessa vida...
Os amigos dizem que ela deve. O signo diz que é essencial.
O estigma falha e recupera, cadê minha sintonia astral? 
Esses pesadelos que não param de incomodar e
Essas negações que eu tenho mania de afirmar.
Não e blábláblá, chega de criar falsas intenções baseadas
Em meus escrúpulos, em meus medos... E ela precisa sonhar.
E ela precisa amar para sonhar. E ela ainda precisa amar para sonhar.
E ela sabe, como sabe... Que o sonho é um desejo que o coração faz.
Então, ela sabe. E ela sabe, e ela ainda sabe que o amor faz suspirar
Faz sorrir e em primavera faz brotar. E na minha estação favorita,
Outono vem me fantasiar e essas sensações, vem devagar.
Enlouquecendo esses sonhos em pétalas formosas e sutis
Caindo para renascer, e ela sabe que isso é para ter conhecimento.
Delicada perfeição, e ela ainda precisa... daquele equilíbrio
Navegante, e ela tem um ser viajante. Chega com um sorriso delirante.
Tudo que ela sabe, é que ela ainda precisa. Ela precisa amar.

Daniele Vieira


29 de janeiro de 2012

Rainha de Tempos Auspiciosos


Sem palavras, sem táticas. Dentro do mundo eleitor,
Saudades me resta, dos meus tempos auspiciosos.
Que a chuva venera, e o medo é em vão.
Aonde borboletas dançam, e os sonhos são doce licor.
Intriga o belo pela imperfeição, quero sorrisos preciosos,
Alma velha, ainda sorrir com o coração.

Lagrimeja esse céu nu, que é lá que os pássaros cantam,
Com o raiar do Sol, a alegria nos envolve como ondas,
E nesse mar amarelo, os peixes são coloridos.
No vermelho flui paixão e os amores até em violeta passaram
Energizando aspirações inseguras com ações inesperadas.
Aurora de bem com os sentimentos preferidos.

Criatividade de princesa e sonhos de rainha.
Coroando os medos como heróis, já expõem o declínio...
Bravura se tira do coração e não da força da espada.
Luta pelo medo. Medo de ficar sozinha.
Magnitude de rei, os anjos me trazem o alívio,
Para no fim dessa batalha, a rainha de sonhos ser coroada.

Daniele Vieira

2 de janeiro de 2012

Less love and more vodka


Is what I want to tell you every days, but my pride prevents me.
My pride is a virtue or a defect? Well, less love and more vodka.
I got tired. Simply, I do not need, we do not need more games.
No more games.
No more indirect talks, it only made ​​us to hurts ours hearts.
Even with all this, I keep. Keep running ... and fleeing.
When in fact I just wanted to be by your side.
What I do not know why.
I only know that I really fucking like you. 
It is true, then stop ignoring me, and do things to hurt me.
Although I not seem have feelings.
I have feelings and secrets that you will never know ...

Daniele Vieira

30 de dezembro de 2011

Pelo amor à vida - New Year Eve


 Uma vez me disseram que tudo na vida tem um motivo. Eu defino-a com capítulos. E com o passar do tempo minha alma acumula sabedoria e, é ousado dizer que, eu me perdi. Eu tive que me perder. Apesar da agonia e da exaustão, eu saio desse capítulo mais esclarecida.
Dezembro, os anjos cantam.
Ilumina meus caminhos.
"Ilumina meus pensamentos."
Vem, tu que iluminarte.
Lembra dos planos? Aqueles que com o tempo tu passou a ter medo. Eu estava tão cega, e agora a minha visão está cinzenta. Chega daquela velha história de "Confia em mim." e "Eu vou dar um jeito.". Está mais que na hora de saber e acreditar em si mesma.
New Year Eve,
Agora, grita para o mundo ouvir.
"E os sonhos com que você ousa sonhar, realmente realizam-se."
E o que importa, é o quanto isso te faz feliz.
Passou, e eu sentir. Quanto forte pode ser a depressão. Passou, e eu sentir. Quanto excitante pode ser a vitória. Um novo ano vai começar, mais um motivo para ser forte. E tudo que tu sabe, vai aprender mais e mais. Eu vou amar como se eu nunca tivesse me decepcionado.
Pelo amor à vida,
Quem sabe, te encanto pela minha aura.
"Seja a transformação que você quer ver no mundo."
Pelo desafio que foi me dado:
Amar as pessoas cada dia mais e aprender a expressar esse sentimento.

Daniele Vieira

28 de dezembro de 2011

Céu Sereno


Trilhando mares profundos, das lágrimas aos cristais.
Sombreando a angústia, um maremoto de percusão.
Abalou, estendeu e relaxou. Suspendeu o sorriso.
Logo, logo se animou. Quem sabe a perda lhe ajudou.
Dança, céu sereno. Vem, me embriaga com seus desejos.
De tanto chorar, finalmente entendeu. Ora, quanto te ama.
Teimou e padeceu com nostálgia. Delínio com a perfeição.
Brilha, luz divina e imperial. É, querido, asopra devagar.
 Que aos poucos eu chego aonde quero chegar.

Daniele Vieira

12 de dezembro de 2011

Ideias urbanas


Corpos ilhados nesse centro de ideias urbanas.
Corroeu os laços de misericórdia. Desbravados?
Quando o imperfeito se torna angelical. 

Agora, relembro. Penso e consento.
Os focos são extintos aos poucos,
E a imensidão azul, já não é o céu.

Teu fundo, aos pés, já é vento.
Passou, levou meu pensamento.
Agora, só quero lembrar dos erros.

Ilusões, vem esse chão de poeta.
De poeta era só palavras. Ao mundo era nada.
Imaturos passos, relutantes com o medo

Mas na verdade, o sorriso te faz regredi.
Por causa dos teus medos... Ora, tem medo de mim.
Confusão plena, agrado estrangeiro.

E nesse turbilhão de motivos, o que me resta?
Se agora eu "Penso, logo existo."
Em danças, palpitam desespero, caiu e afundou.

Fragmentos, te lembro.
Tangencia meus pensamentos.
Porque a loucura já jaz no relento.

Daniele Vieira



11 de dezembro de 2011

Florescer


E nessa geada que me deixa,
As flores vão surgindo, e com o tempo
Vão rasgando esse manto de gelo.
Reestruturando sua forma que jazia,
Aos sonhos jazia... A neve que poetiza.
Entre essas lágrimas, já se tornam granizo.
Já a solidão, vira amiga.
Sorrir, floresceu sozinha! Menina tola.
Teus encantos já morreram, e essa juventude
Me deixou, te deixou. Floresceu e abandonou.
Ora, divina seja! Perfeita ilusão.
Os escrúpulos me deixaram...
E agora, primavera promíscua...
Quem te segura, quem te faz florescer?
Te observo, te quero. Me ensina a florescer.

Daniele Vieira


10 de dezembro de 2011

Te deixa


E esse jeito de imperatriz, te deixa louca.
E esse cheiro de nardo, te deixa nostálgica.
E esse meio de sombras, te deixa idealizada.
E esse medo de errar, te deixa incapacitada.

 E as ideias que fluem desse livro, te deixa maravilhada.
E os sonhos que fluem desse livro, te deixa perplexa.
E os sentidos que fluem desse livro, te deixa imaculada.
E as virtudes que fluem desse livro, te deixa humilde.

E quem sabe, a loucura, te deixa ser imperatriz.
E quem sabe, a nostalgia, te deixa sentir o nardo.
E quem sabe, a idealização, te deixa encontrar as sombras.
E quem sabe, a incapacidade, te deixa achar a perfeição.

Te deixa maravilhada, as borboletas que fluem desse livro.
Te deixa perplexa, as energias que fluem desse livro.
Te deixa imaculada, as sintonias que fluem desse livro.
Te deixa humilde, os mistérios que fluem desse livro.

E, talvez, seja assim,
Que no final, ainda esteja,
Em tudo que surge em mim,
Como metamorfose seja.

É esse jeito, esse cheiro, esse meio, esse medo,
É as idéias, os sonhos, os sentidos, as virtudes,
É a loucura, a nostalgia, a idealização, a incapacidade,
É as borboletas, as energias, as sintonias, os mistérios.

Que me torna parte de livro,
Que se chama Minha Vida,
Que te torna quem eu quero,
Que a metamorfose venha.

Daniele Vieira

3 de dezembro de 2011

Casando com as estrelas


Tenho certeza. Me argumento duvidosa.
Retalhos e estímulos, comprovam o apego.
Apesar de não saber. O sol nasce sorrindo.
E as estrelas... Ah, ainda continua formosa.
Descansa, punhado de purpurina no sossego.
Oh, Lúcida. Cansada, chorava já despedindo.

Beleza mimosa, tinha o dom de amar sem igual.
Devagar conchego, a ternura é uma lembrança.
Eu vou indo. Os vínculos já foram formados.
 Casando com as estrelas. Livrai-me de todo mal.
Segura, abre a mente. Perplexa de esperança.
Cresce só, ama o astro brilhante. Oh! meu amado.

Daniele Vieira

15 de novembro de 2011

Já quero outono



Inconstância. São palavras compreensivas. Vai, andar pelas ruas descalças. Ora, acorda em ressonância com o medo. Dezembro.... Saudades já se tornam amadurecimento. Eu acho que eu  penso melhor agora. Você precisa de uma tatuagem no peito. Eu só um sorriso estampado no rosto. É o melhor que se pode fazer. Tá na hora de quebrar o sistema. Outono, Outono, Outono... Vem limpa meus escrúpulos. Purifica meus defeitos. Como se eu fosse feita de vidro. As alergias afetam a alma. Queimam como esqueiros.
Sociedade já entrava em colapso, ela mesma já jaze no seu relento. Desbraves, contornos, bajulações. Do chão, vou me arrastar até me levantar. O meu maior medo eu já superei. Penso, consento, alienação social. De pé, movendo em direção ao destino. Havia aos olhos desistido?
Não pretendo disfarçar. Principalmente se for decepção. De agora em diante é foco, percepção, agilidade e precisão. Trágico. É o jeito que te faz suar. O toque quente. Deixa, o coração batia forte. Era notável o jeito como persentia o receio. 
 Nunca tive a chance, de me arrepender pelo as mudanças. Eu relembro, lembro e esqueço. Nenhuma braveza, é um teste de honra? Já não importo. Já me suponho. Já quero outono.
Outono, outono, outono... Venha limpas minhas lágrimas. Purificar meu coração. Como se eu fosse uma humana vulnerável. As alegrias transformam a alma. Brilham como o Sol. 

Daniele Vieira

30 de setembro de 2011

Selecionar


Procede em meio ao caos. Amparos, uns aos outros, tremor perante imagem, da qual um dia foi selecionada por teus amplos olhos. Para sempre submerge, alça os seios de areia pálida que com destreza ruboriza molhando o chão de timidez. Encanta com a dança rítmica, que enrola e desenrola acabando no falecimento da ideia principal. Levados sonhos, para em fim fatos e relatos serem trazidos.
Composto pela honra imperial, as epidemias transportas pelas cogitações dos verdadeiro sentimentos, mexeram com as minhas noções. Palco é úmido e as apresentações são espetaculares. Tamanha frieza é tal quanto sua beleza.
Cada gota pulando, girando, correndo, deslizando são mares de agonia isso sim. O tormento é confortante, o momento é apreciado assim  como surgir paz e a harmonia em meio de tanta desordem, procede em meio ao caos. Cadeias passaram e se quebraram, o tempo passou e pra mim é como esteve sempre parado. Tudo que eu sei é que parece uma eternidade. Compartilho essas lembranças, travessas, que se opõem ao mundo impróprio. Selecionadas por compostura, sozinha, indecente escrevo bulhando atmosfera de pressão. Declínio, o mar é senso e razão.
Contorno essas pérolas com o mar, o sol que está pra acordar. Aurora Boreal cega os pontos de minha visão, abrindo meus olhos pela primeira vez. Alguém sabe, o que importa foi que as virtudes não me alucinaram. Passo, descompasso, desejo, atrito, a gravidade me puxa para o chão. 
Improviso, aprendo a selecionar as vislumbres cenas.
Das quais um dia, em déjà vu, irei me recordar.

Daniele Vieira

17 de setembro de 2011

Um dia eu escrevi


Sabe, um dia eu escrevi, com palavras trémulas nos lábios e os dedos pressionando forte a caneta que mais borrava o papel de tinta do que  pintava  palavras, eu escrevi  o quanto queria que tudo desse certo. Os escrúpulos permaneciam ao meu corpo, já minha alma era dividida, em partes de minha dor, alegria e equilíbrio. Tinha desespero em cada suspiro, degolava os insultos, atrevimentos de amor.
A dor de sentir a perda chegando era explícita, já o suspiro do alívio e da confiança me aparava. Imaginar, é o que me conforta.
É o que eu faço de melhor. Estava a ecoar os passos frios que sugerem a derrota. MEDO? Se não era possível ou que seja, a queda é pior que quando chega no chão. Pergunto-me, tenho qualidades suficientes para alegar minha fé? E as preces que fiz pra contornar minha situação?
É para acreditar, porque no final quem estava escrevendo o que nunca teria coragem de falar era eu.
Um dia eu escrevi, na parede do meu quarto,  o quando desejava que tudo ocorresse como queria e tudo se resumia em: imaginar.

Daniele Vieira

22 de agosto de 2011

I'm here with you


No more talk of darkness
Forget these wide-eyed fears
I'm here, nothing can harm you
My words will warm and calm you

Let me be your freedom
Let daylight dry your tears
I'm here with you, beside you
To guard you and to guide you

Say you'll love me
Every waking moment
Turn my head
With talk of summertime

Say you need me
With you, now and always
Promise me that all you say is true
That's all I ask of you

Let me be your shelter
Let me be your light
You're safe, no one will find you
Your fears are far behind you

All I want is freedom
A world with no more night
And you always beside me
To hold me and to hide me

Then, say you'll share with me
One life, one lifetime
Let me lead you
From your solitude

Say you need me
With you here beside you
Anywhere you go let me go too
Love me, that's all I ask of you

Stay each day with me
Each night, each morning
Say you love me, you know I do
Love me, that's all I ask of you

All I ask of you - Jackie Evancho

30 de julho de 2011

War


Tiroteios desbravados pelo tumulto fixado em teus olhos.
Derrota, glória se fosse íntima. 
Se perde em agonias, alegrias, decepções, desfechos.
Fluindo entre pensamentos retrocedidos pelo teus desejos.
Costurados aos teus medos, tuas confissões, teu mundo.
Suave, desce, memória exemplar que tivera.
O passado deixa cicatrizes profundas.
As feridas ainda estão expostas, revelando minhas repulsas.
Se tenho coragem para fecha-las?
Não.
É preferível que continuem expondo mais as dores.
Só assim me dou conta de quem eu realmente sou.
E até aonde eu consigo suportar.
O meu coração já passou por mil testes de durabilidade.
Descompasso, bate, em vão, descompassa.
Continua alterando tuas ondas, enfileiradas nesse mar sem fim.
Adormeço ao relento, pensando em testemunhos.
Quem cometeu esse crime?
Abrandou sem nervos, adrenalina constante.
Imagem retocada em meio aos teus sonhos.
É como a dor e o conforto do inverno.
Sangrando por amor, sagrando por escrúpulos.
Mente aberta, visão translucida.
Se eu acreditar...
A guerra já acabou.
Mas os restos ainda tocam o meu rosto, 
é tarde para lembrar de como tinha certeza.
Você pode ser feliz, eu espero que seja.

Daniele Vieira

27 de julho de 2011

Homem formal



Essa pele alva, seca, morta.
Essa aurora boreal em teus olhos.
Esse congelados finos lábios.
Essa aura de cores fortes que te envolve,
te deixa perfeito para mim.
Gosto do incomum, calmo, sério.
Arrogante, ignorante, inteligente, severo.
Homem formal, de princípios e respeito.
Aquele que tem apreço pelo o inovador e antigo.
De mãos frias e tato quente.
Das olheiras de cansaço e do sorriso irônico.
Que me ignora e eu finjo que não ligo.
Charmoso tanto quando és belo.
Já te vi em filmes e em livros.
Vem, aparece pra mim.
Tão perto e tão longe.
Sinto escrúpulos em pensar em ti.
Tão surreal, concorda?
Louca, sim pelos teus defeitos.

Daniele Vieira