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4 de julho de 2012

Orvalho


Pela graça na manhã as gotas de orvalho ainda permanecem desacordadas
Se a natureza não ensina, fica difícil de decifrar aqueles hábitos alarmantes
Timbrando no descompasso de memórias forjadas em patamares de falsa nobreza
Antes que acreditasse, que você é aquele que concerta os galhos estranhos
Não te convence que nessa atmosfera o estranho seja belo, tudo que é utópico
Cria forma aonde o orvalho há de cair três vezes, desamparo, desliza e desapega.
Escorrega, purifica, deixa, deixa cair, deixa curar... Revigora as forças interiores
Antes de eu perceber elas acordam e em um suspiro elas caem, sofrem de desapego
Sofrem de liberdade, sofrem de mutação física, sofrem de deixar de sofrer.

Daniele Vieira

18 de junho de 2012

A Cor Desse Ano


    Se me perguntasse qual é a coisa que mais me intriga esses tempos, a resposta seria breve e duvidosa "Eu ainda não sei qual é a cor desse ano". É até dá para meus leitores opinarem, aliás já até comentaram "Pensei que fosse lilás" ou "Ah, eu achava que era azul de novo"; mas a verdade é que eu não sei. Não me atreveria a não comentar a respeito de minha escolha ainda mais quando ela deve ser explorada ao máximo nesse meu sentimento e na minha poesia. É estranho argumentar sobre certas regras que imponho sobre eu mesma, geralmente elas são aceitas como uma superstição ou uma obsessão pelo incerto. Mas tudo isso se trata de que? De uma mania estranha de escolher cores anuais ou a pressão de não conseguir escolher uma ou até, talvez, um medo do não escolhido, do não planejado? Acredito eu que essa história de cor, é mais um reflexo do meu mar de ideias, muitas combinações e pouca vitalidade e confiança. Agora fica esquisito não debater sobre essas pequenas frustrações que me ocorrem sem um motivo lógico, se crio/ ando criando uma nova etiquetada devo trocar todas as outras ou só a minha? Será que na minha forma de anti generalização eu já esteja generalizando? Mas que cor seria minha sem ser generalizada? Qual é a cor que pode florescer sem ser ousada? Eu não sei. Eu não tenho respostas, a cor lilás tem aparecido muito nesse ano, amarelo tem me alegrado e o azul, ah esse sempre vai ser predileto. Viu como é intrigante? E talvez eu ainda não tenha certeza até o final do ano.

 Daniele Vieira 

13 de junho de 2012

Tri-râmedes


Tri-râmedes, propan-luz, reflet-ri-râme-des
Raios radiados embriaga no lilás dos lírios-lira
Sombreando pontri-lhados ilhados nesse véu
Ora, se paraquebra tangência entre impressões
Talvez esteja tri-diagonal, tri-râmedes, tri-mentes.

Daniele Vieira

10 de junho de 2012

Eu Agora Me D-Desejo


Eu caí como neve nesse verso desestruturado
Eu caí de joelho como mais uma garoa numa necessidade
Eu caí sem firmamento como uma flor sem suas pétalas

Agora já não deliro nesse escrúpulo que me refratou
Agora já é um outro amanhã, para afogar os sonhos nos seus olhos
Agora já me deixa em pedaços, como eu posso ficar mais próxima?

Me dei o Sol, me preencha com o verão que nunca vem
Me mostre como eu posso transbordar algo que me questiono
Me enfeite com os raios que dançam nas copas das árvores

De gotas em gotas, eu esperava encher esse infinito oceano
De detalhe em detalhe, eu esperava ser o que desejava ser
De desejo em desejo, eu esperava que o céu não parecesse tão longe.

Daniele Vieira

30 de maio de 2012

Ramalhete: Eu Ainda Não


Continua ainda difícil de dizer... O que anda acontecendo
Ele me deu um buquê de flores brancas e depois chorou
Empilhou as lágrimas no canto dos olhos e suspirou profundo
Devagar sorriu, e eu nunca percebi o que realmente aconteceu
Ainda falta algumas palavras que eu ainda não ouvi
É eu sinto falta do que eu não sei, do que ainda não é
Ramalhete, ramalhe-te, rama-lhe-te, r-ama-lhe te, ama lhe ter
Florescem nessa primavera tardia, partem para outra estação
É tão difícil deixar algo que você não sabe, ultimamente minha cabeça 
Pensa mais em outras desculpas nesse meu doce amargo
Ainda tem um pouco da sua dúvida em mim e é como, é como
Se ela nunca tivesse uma resposta, então me sinto bem
Pois nada pode solucionar esse pouquinho de ti que é meu
Eu ainda não escolhi minha direção, não escolhi outra pergunta
E eu ainda não descobrir o que realmente anda acontecendo.

Daniele Vieira


23 de maio de 2012

Daria Meu Tudo




É eu te daria meu tudo, eu daria meu tudo para ter além dessas lembranças
Empoeiradas na minha estante, e esse desejo me deixou com insanos medos
E isso esfumaça minha visão, é só mais uma história, sem amor, sem vitória
E então é isso? Nada é tão repentino com esse meu novo vício de me machucar
Entre essas personalidades que brigam por igual. Por onde andou minha harmonia?
Eu tenho estado tão confusa, eu tenho estado tão programada, tão planejada
E não quero que isso me segure, eu quero pintar as rosas brancas de violeta
E deixa-las girando e girando, me curando, me machucando, quando vou entender?
É assim que os escritores terminam? Ah, eu daria meu tudo para viver minhas 
Eloquências, eu te daria meu tudo para te ver sorrindo daquele jeito para mim
Enquanto minha única desculpa já foi usada, mas saiba que você sempre foi meu vício
É, acontece que eu nunca me enjoei das suas desculpas, nem das suas teimosias
Esperava e acreditava na sua percepção, um dia vai entender que eu estava certa
Era para ter sido diferente, era para tem desmanchado em roxo, violeta, lilás...
Estranho é eu ainda ter essa conexão com você, saber exatamente aonde você estar
E aonde você pertence é aonde você deveria ficar. Eu te daria meu tudo para você ficar.

Daniele Viera


19 de maio de 2012

Minha Própria Reação Criativa


Evocação do corpo no astral, transcende alma manchada
Manchada por tua áurea de cores, ponte da íris do teu olhar
Se estimula a autocompreensão minhas crenças são formalizadas
E em outro equívoco as pessoas entendem errado, não e nunca
Vão compreender meu ponto de vista, minha prosa poética
Porque chego/permaneço na minha própria reação criativa
Crio estranho por me julgar capaz de explicar minha loucura
Em meras palavras -que idiotice- quando sei que a compreensão alheia
É superficial, irônica e errada. Agora determino esse deveria ser
Teu exílio como ditador errôneo, nada é certo ao ponto que em mim
Faça sentido, já que sou retrógrada, já que só apenas meus antigos
Antigos leitores tem a possibilidade de entender meus jogos de palavras
Meus jogos caligrafados, não escrevo pela fama, não escrevo para o sustento
Não escrevo pela fé, não escrevo para delatar, eu escrevo para me...
Entender, logo é vero que ao certo só eu entenda minhas reações criativas
Apesar de ser por um lado compreensiva, ela é muito mais misteriosa
Que a própria dimensão das palavras, da pronuncia, da ortografia.
Tenho uma própria reação criativa, crio por querer criar, crio por desejo
De estruturar os patamares de minha inteligência, crio por amar criar
É uma coisa minha, é meu dom bizarro, é meu, só meu, meu, meu
Cada poeta com sua mania, cada maníaco com sua poesia
Cada louco com sua paixão, cada apaixonado com sua loucura
Meu, meu, meu, meu, só meu esse gingado reacionário criativo.

Daniele Vieira

18 de maio de 2012

Sinto Como É Doce


Permito afirmar sobre essas minhas esperanças, eu já sinto como é doce
Siga sua intuição, sinta como é doce. Sonhos, pequeno sonhador
Mexa sua bagunça, deixe essas memórias, enterre aqueles sonhos
Entre rosas brancas, puras, elas rubificavam meu nome entre espinhos
Eu precisava só mais um significado mas tudo acaba ficando errado
Esperança, seduz meu olhar ao equinócio que te despertou
Doce, sinto como é doce, como pode ser doce esse sentimento
Como pode ser doce o futuro precoce, eu já sinto como é doce o incerto.

Daniele Vieira




12 de maio de 2012

Você Acredita?


Você acredita que todos tem o seu final feliz?
Você acredita que toda magia tem um preço?
Você acredita que toda maldição pode ser quebrada?
Você acredita que todo conto tem uma lição de moral?
Você acredita que toda tragédia tem sua ardente paixão?
Você acredita que todo romance tem o verdadeiro amor?
Você acredita que... Essa é minha única maneira de acreditar?

Daniele Vieira

9 de maio de 2012

O Ápice Do Amor


Em equilíbrio com as vibrações
Positivas em torno do meu ser
Afligem o ápice de minha felicidade
Em suspenso completando outros patamares
De amor em êxtase com o firmamento
Guiada ao brilho da estrela perdida
Espelhando luz de esperança
Para esse mundo pecador, brilha
Centelha de luz celestial, flor divina
Alto astral no coração, paz na cabeça
E raiz com meus irmãos...

Daniele Viera
Adriane Braga
Gabriella Saldanha
Tayná Contes
Larissa Frota
Vladimir Silva

08/05/12

7 de maio de 2012

Doce Dezesseis


Doce, que seja pura doçura. Menina floresce na primavera da puberdade,
Viva doce, querido dezesseis... Viva nas copas das árvores que sombreiam
Este rosto desconfiado, dance entre a luz do teu salteado, doce dezesseis
Nenhuma glória é eterna entre minhas primeiras-primaveras afáveis 
Quero ramalhetes de rosas poéticas... Ora, não é que sem você fico sem poesia
E sem poesia eu ainda fico com você? -risos- Mais uma teoria minha é quebrada
Dezesseis acaba em Outono mas meu Outono já veio então me considero
Antiquada. -risos- Agora tem que ser doce, doce, agridoce, doce, doce, dócil...
Doce até o Dezessete, que seja, ela não consegue perdoar essa desculpa precoce
Com todas as outras muito mais simples. Vive no doce dezesseis, apenas dezesseis
Tão complicada e tão doce... Ela derrete essa doçura em outros discursos de amor
Com todos esses encantos é difícil se esquecer como florescer sorrindo
Dócil, só mais cinco meses, minha Primavera se estende em meu subconsciente
Que seja pura doçura, doce. Menina curiosa brinca no seu próprio paradoxo.

Daniele Vieira


26 de abril de 2012

Fragilidade


Sussurre os sonhos que te fizeram acordar assustado, 
Grite as lágrimas que sustentam a minha fragilidade,
Frágil por dentro, forte por fora, quem me conhece sabe
Prefiro quebrar do que está errada, do que ser injusta
Eu aposto que agora parece tudo besteira, são os novos
Conceitos de ingenuidade que me impedem de avançar
Tão nova para isso, tão nova para deixar de sonhar
É só mais algo que eu costumava conhecer, costumava
Entreter analisando minha própria psicologia danificada
A arte do discurso sempre foi bem vista aos meus olhos
Assim como a arte de criar e destruir, o belo da essência
Me intriga essas maluquices tão prováveis e normais
Já não me permito dizer que estou em pé voltando em 
Minha alegria. Ora, já me permito dizer que estou me 
Envolvendo interiormente, eu estou voltando para dentro
Como tudo começou, antes mesmo do Eu e do Mim
Eu estou voltando para brigar com a minha fragilidade.

Daniele Vieira


9 de abril de 2012

Coração Nômade


Amado coração nômade, eu peço, imploro:
Pára de se apaixonar. Me dei um tempo. 
Chega "se não é aquele, vai ser esse"
Deixa eu respirar aquelas palavras, 
Deixa eu fragmentar por dentro.
Logo não sobrara mais nada,
Você não confia em si mesmo, 
Por isso não confia em mim.
Continua acabando em você.
É você, você, você... e você...
Todos vocês, todos meus amores.
Quero quebrar as palavras na sua boca,
Quero ser o brilho nos seus olhos.
Quero achar o meu anjo concreto,
Meu coração continua desacelerando,
Até os anjos esbeltos caírem em pecado.
Te enfrento até derrubar minhas desculpas,
Agora continua, meu coração cigano.
Se apaixona por um boêmio por engano,
Um gringo de olhos esmeralda por empolgação,
Um mágico de cartola por curiosidade, 
Um, um, um e um... Um narrador de histórias, 
Que na tragédia acaba em perfeição. Lágrimas.
Amado coração nômade, eu peço, imploro:
Pára de se apaixonar. Pára de amar sendo amante.

Daniele Vieira

8 de abril de 2012

Segredos Quero Voar


Segredos esparramados em sonhos, eu até tentei desenhar.
Essa foi a maior mentira que eu já ouvi, estava ruída e bamba
Você não acha que, com tudo isso, deveria aprender algo?
Em outro equilíbrio, a gravidade deixa de ensinar a voar
Sendo que tudo que nos segurava, era um mundo danificado
Era apenas pura criatividade suicida. Era apenas puro amor traído.
Finge queda, finge criar, finge asas, finge saber voar, finge liberdade.
Mas a verdade machuca e as mentiras ainda mais, o que resta 
É esse ar sufocante que rasga. Eu tentei segurar mas não foi suficiente
Todos os segredos se transformam, em outra desculpa, em outro amor...
Outono vai te trazer de volta para mim. Só não sei se ainda vou querer
Querer brigas, apelos, exageros. Quero voar sem segredos
Quero amar o hoje, amar o agora; porque o passado me condena
E o futuro me acusa. Quero escrever sem ter medo de magoar.
Quero que não exista nenhum fragmento daquela loucura
Doce e intelectual. Quero começar comigo, começar no Eu.
Confiando no horizonte, o Sol se estilhaça o mar.
Segredos transcendem sentimentos, aparam as asas  
Fantasias as criam. E eu ainda, tenho medo de voar.

Daniele Vieira



5 de março de 2012

E Ela Ainda


E ela precisa. Ela sabe que precisa, ainda nessa vida...
Os amigos dizem que ela deve. O signo diz que é essencial.
O estigma falha e recupera, cadê minha sintonia astral? 
Esses pesadelos que não param de incomodar e
Essas negações que eu tenho mania de afirmar.
Não e blábláblá, chega de criar falsas intenções baseadas
Em meus escrúpulos, em meus medos... E ela precisa sonhar.
E ela precisa amar para sonhar. E ela ainda precisa amar para sonhar.
E ela sabe, como sabe... Que o sonho é um desejo que o coração faz.
Então, ela sabe. E ela sabe, e ela ainda sabe que o amor faz suspirar
Faz sorrir e em primavera faz brotar. E na minha estação favorita,
Outono vem me fantasiar e essas sensações, vem devagar.
Enlouquecendo esses sonhos em pétalas formosas e sutis
Caindo para renascer, e ela sabe que isso é para ter conhecimento.
Delicada perfeição, e ela ainda precisa... daquele equilíbrio
Navegante, e ela tem um ser viajante. Chega com um sorriso delirante.
Tudo que ela sabe, é que ela ainda precisa. Ela precisa amar.

Daniele Vieira


29 de janeiro de 2012

Rainha de Tempos Auspiciosos


Sem palavras, sem táticas. Dentro do mundo eleitor,
Saudades me resta, dos meus tempos auspiciosos.
Que a chuva venera, e o medo é em vão.
Aonde borboletas dançam, e os sonhos são doce licor.
Intriga o belo pela imperfeição, quero sorrisos preciosos,
Alma velha, ainda sorrir com o coração.

Lagrimeja esse céu nu, que é lá que os pássaros cantam,
Com o raiar do Sol, a alegria nos envolve como ondas,
E nesse mar amarelo, os peixes são coloridos.
No vermelho flui paixão e os amores até em violeta passaram
Energizando aspirações inseguras com ações inesperadas.
Aurora de bem com os sentimentos preferidos.

Criatividade de princesa e sonhos de rainha.
Coroando os medos como heróis, já expõem o declínio...
Bravura se tira do coração e não da força da espada.
Luta pelo medo. Medo de ficar sozinha.
Magnitude de rei, os anjos me trazem o alívio,
Para no fim dessa batalha, a rainha de sonhos ser coroada.

Daniele Vieira

2 de janeiro de 2012

Caleidoscópio Maroto


O teu caleidoscópio aprisionou o meu coração.
Fragmentos descolorindo, era minha aura deformando.
Reflexos, engatados pelas sombras que esfumaçam.
Sim, meu bem, sem você eu fico sem poesia.
Encaro os degraus marmorizados, a beleza é sarcástica.
Aprisiona-me e aos poucos me ilude... Ah, doce tentação.
Envolve essas vibrações do teu espírito traumatizado com o meu.
Os espelhos são plataformas, vem deixa eu te ensinar...
Ensinar-te essa dança, caleidoscópio maroto.
Ornamenta os padrões do me corpo, rejuvenesce minhas ideias.
Retrata essa figura destemida que tem medo de ser o eu.
Mim, meu, minha... Caleidoscópio fantasia a minha loucura.
Essência simétrica. Passa luz, passa energia. Gira e gira...
Tatuagem do tempo, mania de chorar por talento.
Menos, menos surpresas. A dança prometida já terminou.
Sim, meu bem, sem poesia eu fico sem você.
Despertou o agora, certeza indireta de pouco esmero.
Caleidoscópio maroto, vem sorrir. Esse coração já te fascina.
Calmo, suspira pesado. Coração envenenado, te amou, te amou...

Daniele Vieira

Less love and more vodka


Is what I want to tell you every days, but my pride prevents me.
My pride is a virtue or a defect? Well, less love and more vodka.
I got tired. Simply, I do not need, we do not need more games.
No more games.
No more indirect talks, it only made ​​us to hurts ours hearts.
Even with all this, I keep. Keep running ... and fleeing.
When in fact I just wanted to be by your side.
What I do not know why.
I only know that I really fucking like you. 
It is true, then stop ignoring me, and do things to hurt me.
Although I not seem have feelings.
I have feelings and secrets that you will never know ...

Daniele Vieira

30 de dezembro de 2011

Pelo amor à vida - New Year Eve


 Uma vez me disseram que tudo na vida tem um motivo. Eu defino-a com capítulos. E com o passar do tempo minha alma acumula sabedoria e, é ousado dizer que, eu me perdi. Eu tive que me perder. Apesar da agonia e da exaustão, eu saio desse capítulo mais esclarecida.
Dezembro, os anjos cantam.
Ilumina meus caminhos.
"Ilumina meus pensamentos."
Vem, tu que iluminarte.
Lembra dos planos? Aqueles que com o tempo tu passou a ter medo. Eu estava tão cega, e agora a minha visão está cinzenta. Chega daquela velha história de "Confia em mim." e "Eu vou dar um jeito.". Está mais que na hora de saber e acreditar em si mesma.
New Year Eve,
Agora, grita para o mundo ouvir.
"E os sonhos com que você ousa sonhar, realmente realizam-se."
E o que importa, é o quanto isso te faz feliz.
Passou, e eu sentir. Quanto forte pode ser a depressão. Passou, e eu sentir. Quanto excitante pode ser a vitória. Um novo ano vai começar, mais um motivo para ser forte. E tudo que tu sabe, vai aprender mais e mais. Eu vou amar como se eu nunca tivesse me decepcionado.
Pelo amor à vida,
Quem sabe, te encanto pela minha aura.
"Seja a transformação que você quer ver no mundo."
Pelo desafio que foi me dado:
Amar as pessoas cada dia mais e aprender a expressar esse sentimento.

Daniele Vieira

28 de dezembro de 2011

Céu Sereno


Trilhando mares profundos, das lágrimas aos cristais.
Sombreando a angústia, um maremoto de percusão.
Abalou, estendeu e relaxou. Suspendeu o sorriso.
Logo, logo se animou. Quem sabe a perda lhe ajudou.
Dança, céu sereno. Vem, me embriaga com seus desejos.
De tanto chorar, finalmente entendeu. Ora, quanto te ama.
Teimou e padeceu com nostálgia. Delínio com a perfeição.
Brilha, luz divina e imperial. É, querido, asopra devagar.
 Que aos poucos eu chego aonde quero chegar.

Daniele Vieira