10 de dezembro de 2011

Te deixa


E esse jeito de imperatriz, te deixa louca.
E esse cheiro de nardo, te deixa nostálgica.
E esse meio de sombras, te deixa idealizada.
E esse medo de errar, te deixa incapacitada.

 E as ideias que fluem desse livro, te deixa maravilhada.
E os sonhos que fluem desse livro, te deixa perplexa.
E os sentidos que fluem desse livro, te deixa imaculada.
E as virtudes que fluem desse livro, te deixa humilde.

E quem sabe, a loucura, te deixa ser imperatriz.
E quem sabe, a nostalgia, te deixa sentir o nardo.
E quem sabe, a idealização, te deixa encontrar as sombras.
E quem sabe, a incapacidade, te deixa achar a perfeição.

Te deixa maravilhada, as borboletas que fluem desse livro.
Te deixa perplexa, as energias que fluem desse livro.
Te deixa imaculada, as sintonias que fluem desse livro.
Te deixa humilde, os mistérios que fluem desse livro.

E, talvez, seja assim,
Que no final, ainda esteja,
Em tudo que surge em mim,
Como metamorfose seja.

É esse jeito, esse cheiro, esse meio, esse medo,
É as idéias, os sonhos, os sentidos, as virtudes,
É a loucura, a nostalgia, a idealização, a incapacidade,
É as borboletas, as energias, as sintonias, os mistérios.

Que me torna parte de livro,
Que se chama Minha Vida,
Que te torna quem eu quero,
Que a metamorfose venha.

Daniele Vieira

Solitude


"Solitude significa simplesmente completude. Você é íntegro; não há necessidade de ninguém mais para lhe completar.
Portanto tente encontrar seu próprio centro interior onde você está sempre só, tem estado sempre só. Na vida, na morte - onde quer que você esteja - você estará só.
Mas isso é tão completo, não é vazio; é tão pleno e tão completo etão transbordante com todos os sumos da vida, com todas as belezas e bênçãos da existência, que uma vez que você tenha provado de sua solitude, a dor no coração irá desaparecer.
Em seu lugar, um novo ritmo de tremenda doçura, paz, alegria, deleite, estará presente."

Osho, em "The Fire Of Truth"

7 de dezembro de 2011

Fardo


Com o tempo, disfarça. As rupturas que expõem teu declínio.
Somente só. Postura refratada, eixo relutante. Coração involuntário.
Bulhando exaustão, alça, aos ombros, os fardos passados. 
Que antes do salto alto, já era motivo da dor aos pés.
E os erros e as culpas, a mente perturba. Opaco aos olhos.
Ciclo de vida, espiritual e material, alienado.
Errando sorrindo é preciso. Saber que está errado.
Aceitação do carma, vida de saudades e crueldades.
Ires atrás da consciência inata do teu ser e, talvez, encontre.
Quem sabe encontra, a tua felicidade.

Daniele Vieira


3 de dezembro de 2011

Casando com as estrelas


Tenho certeza. Me argumento duvidosa.
Retalhos e estímulos, comprovam o apego.
Apesar de não saber. O sol nasce sorrindo.
E as estrelas... Ah, ainda continua formosa.
Descansa, punhado de purpurina no sossego.
Oh, Lúcida. Cansada, chorava já despedindo.

Beleza mimosa, tinha o dom de amar sem igual.
Devagar conchego, a ternura é uma lembrança.
Eu vou indo. Os vínculos já foram formados.
 Casando com as estrelas. Livrai-me de todo mal.
Segura, abre a mente. Perplexa de esperança.
Cresce só, ama o astro brilhante. Oh! meu amado.

Daniele Vieira

15 de novembro de 2011

Já quero outono



Inconstância. São palavras compreensivas. Vai, andar pelas ruas descalças. Ora, acorda em ressonância com o medo. Dezembro.... Saudades já se tornam amadurecimento. Eu acho que eu  penso melhor agora. Você precisa de uma tatuagem no peito. Eu só um sorriso estampado no rosto. É o melhor que se pode fazer. Tá na hora de quebrar o sistema. Outono, Outono, Outono... Vem limpa meus escrúpulos. Purifica meus defeitos. Como se eu fosse feita de vidro. As alergias afetam a alma. Queimam como esqueiros.
Sociedade já entrava em colapso, ela mesma já jaze no seu relento. Desbraves, contornos, bajulações. Do chão, vou me arrastar até me levantar. O meu maior medo eu já superei. Penso, consento, alienação social. De pé, movendo em direção ao destino. Havia aos olhos desistido?
Não pretendo disfarçar. Principalmente se for decepção. De agora em diante é foco, percepção, agilidade e precisão. Trágico. É o jeito que te faz suar. O toque quente. Deixa, o coração batia forte. Era notável o jeito como persentia o receio. 
 Nunca tive a chance, de me arrepender pelo as mudanças. Eu relembro, lembro e esqueço. Nenhuma braveza, é um teste de honra? Já não importo. Já me suponho. Já quero outono.
Outono, outono, outono... Venha limpas minhas lágrimas. Purificar meu coração. Como se eu fosse uma humana vulnerável. As alegrias transformam a alma. Brilham como o Sol. 

Daniele Vieira

2 de outubro de 2011

Vontade...


Vontade de viver a humanidade no corpo,
com seus vendavais de ciúme
e impulsos homicidas
e traições
e sedes trágicas.
Caio F. Abreu