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11 de dezembro de 2011

Recomeça


Tudo que termina, recomeça.

Aos sonhos reencarna, alma enjaulada.

E o tremor nos teus lábios, te entrega.

Ah! Já era véspera... Tempo de acordar.

Desejo que a solitude te envolva.

E que nesse seleta dança, consiga mudar-te.

Olhos tristes, estrelas cravadas ao céu.

Vivo, respiro, cadê os meus dotes gentis?

Foi suficiente, recomeçou devagar...

Aprendeu a amar o certo, o pleno.

Quem sabe, ele amou o invisível.

Então, que o nosso amor seja transparente.

Tudo que termina, recomeça.

Isso se chama carma, não?

Chora, amor escasso. Imperfeita loucura.

Me beijou e devagar recomeçou...

Essa triste história de amor.


Daniele Vieira

10 de dezembro de 2011

Te deixa


E esse jeito de imperatriz, te deixa louca.
E esse cheiro de nardo, te deixa nostálgica.
E esse meio de sombras, te deixa idealizada.
E esse medo de errar, te deixa incapacitada.

 E as ideias que fluem desse livro, te deixa maravilhada.
E os sonhos que fluem desse livro, te deixa perplexa.
E os sentidos que fluem desse livro, te deixa imaculada.
E as virtudes que fluem desse livro, te deixa humilde.

E quem sabe, a loucura, te deixa ser imperatriz.
E quem sabe, a nostalgia, te deixa sentir o nardo.
E quem sabe, a idealização, te deixa encontrar as sombras.
E quem sabe, a incapacidade, te deixa achar a perfeição.

Te deixa maravilhada, as borboletas que fluem desse livro.
Te deixa perplexa, as energias que fluem desse livro.
Te deixa imaculada, as sintonias que fluem desse livro.
Te deixa humilde, os mistérios que fluem desse livro.

E, talvez, seja assim,
Que no final, ainda esteja,
Em tudo que surge em mim,
Como metamorfose seja.

É esse jeito, esse cheiro, esse meio, esse medo,
É as idéias, os sonhos, os sentidos, as virtudes,
É a loucura, a nostalgia, a idealização, a incapacidade,
É as borboletas, as energias, as sintonias, os mistérios.

Que me torna parte de livro,
Que se chama Minha Vida,
Que te torna quem eu quero,
Que a metamorfose venha.

Daniele Vieira

3 de dezembro de 2011

Casando com as estrelas


Tenho certeza. Me argumento duvidosa.
Retalhos e estímulos, comprovam o apego.
Apesar de não saber. O sol nasce sorrindo.
E as estrelas... Ah, ainda continua formosa.
Descansa, punhado de purpurina no sossego.
Oh, Lúcida. Cansada, chorava já despedindo.

Beleza mimosa, tinha o dom de amar sem igual.
Devagar conchego, a ternura é uma lembrança.
Eu vou indo. Os vínculos já foram formados.
 Casando com as estrelas. Livrai-me de todo mal.
Segura, abre a mente. Perplexa de esperança.
Cresce só, ama o astro brilhante. Oh! meu amado.

Daniele Vieira

15 de novembro de 2011

Já quero outono



Inconstância. São palavras compreensivas. Vai, andar pelas ruas descalças. Ora, acorda em ressonância com o medo. Dezembro.... Saudades já se tornam amadurecimento. Eu acho que eu  penso melhor agora. Você precisa de uma tatuagem no peito. Eu só um sorriso estampado no rosto. É o melhor que se pode fazer. Tá na hora de quebrar o sistema. Outono, Outono, Outono... Vem limpa meus escrúpulos. Purifica meus defeitos. Como se eu fosse feita de vidro. As alergias afetam a alma. Queimam como esqueiros.
Sociedade já entrava em colapso, ela mesma já jaze no seu relento. Desbraves, contornos, bajulações. Do chão, vou me arrastar até me levantar. O meu maior medo eu já superei. Penso, consento, alienação social. De pé, movendo em direção ao destino. Havia aos olhos desistido?
Não pretendo disfarçar. Principalmente se for decepção. De agora em diante é foco, percepção, agilidade e precisão. Trágico. É o jeito que te faz suar. O toque quente. Deixa, o coração batia forte. Era notável o jeito como persentia o receio. 
 Nunca tive a chance, de me arrepender pelo as mudanças. Eu relembro, lembro e esqueço. Nenhuma braveza, é um teste de honra? Já não importo. Já me suponho. Já quero outono.
Outono, outono, outono... Venha limpas minhas lágrimas. Purificar meu coração. Como se eu fosse uma humana vulnerável. As alegrias transformam a alma. Brilham como o Sol. 

Daniele Vieira

30 de setembro de 2011

Selecionar


Procede em meio ao caos. Amparos, uns aos outros, tremor perante imagem, da qual um dia foi selecionada por teus amplos olhos. Para sempre submerge, alça os seios de areia pálida que com destreza ruboriza molhando o chão de timidez. Encanta com a dança rítmica, que enrola e desenrola acabando no falecimento da ideia principal. Levados sonhos, para em fim fatos e relatos serem trazidos.
Composto pela honra imperial, as epidemias transportas pelas cogitações dos verdadeiro sentimentos, mexeram com as minhas noções. Palco é úmido e as apresentações são espetaculares. Tamanha frieza é tal quanto sua beleza.
Cada gota pulando, girando, correndo, deslizando são mares de agonia isso sim. O tormento é confortante, o momento é apreciado assim  como surgir paz e a harmonia em meio de tanta desordem, procede em meio ao caos. Cadeias passaram e se quebraram, o tempo passou e pra mim é como esteve sempre parado. Tudo que eu sei é que parece uma eternidade. Compartilho essas lembranças, travessas, que se opõem ao mundo impróprio. Selecionadas por compostura, sozinha, indecente escrevo bulhando atmosfera de pressão. Declínio, o mar é senso e razão.
Contorno essas pérolas com o mar, o sol que está pra acordar. Aurora Boreal cega os pontos de minha visão, abrindo meus olhos pela primeira vez. Alguém sabe, o que importa foi que as virtudes não me alucinaram. Passo, descompasso, desejo, atrito, a gravidade me puxa para o chão. 
Improviso, aprendo a selecionar as vislumbres cenas.
Das quais um dia, em déjà vu, irei me recordar.

Daniele Vieira

17 de setembro de 2011

Um dia eu escrevi


Sabe, um dia eu escrevi, com palavras trémulas nos lábios e os dedos pressionando forte a caneta que mais borrava o papel de tinta do que  pintava  palavras, eu escrevi  o quanto queria que tudo desse certo. Os escrúpulos permaneciam ao meu corpo, já minha alma era dividida, em partes de minha dor, alegria e equilíbrio. Tinha desespero em cada suspiro, degolava os insultos, atrevimentos de amor.
A dor de sentir a perda chegando era explícita, já o suspiro do alívio e da confiança me aparava. Imaginar, é o que me conforta.
É o que eu faço de melhor. Estava a ecoar os passos frios que sugerem a derrota. MEDO? Se não era possível ou que seja, a queda é pior que quando chega no chão. Pergunto-me, tenho qualidades suficientes para alegar minha fé? E as preces que fiz pra contornar minha situação?
É para acreditar, porque no final quem estava escrevendo o que nunca teria coragem de falar era eu.
Um dia eu escrevi, na parede do meu quarto,  o quando desejava que tudo ocorresse como queria e tudo se resumia em: imaginar.

Daniele Vieira

30 de julho de 2011

War


Tiroteios desbravados pelo tumulto fixado em teus olhos.
Derrota, glória se fosse íntima. 
Se perde em agonias, alegrias, decepções, desfechos.
Fluindo entre pensamentos retrocedidos pelo teus desejos.
Costurados aos teus medos, tuas confissões, teu mundo.
Suave, desce, memória exemplar que tivera.
O passado deixa cicatrizes profundas.
As feridas ainda estão expostas, revelando minhas repulsas.
Se tenho coragem para fecha-las?
Não.
É preferível que continuem expondo mais as dores.
Só assim me dou conta de quem eu realmente sou.
E até aonde eu consigo suportar.
O meu coração já passou por mil testes de durabilidade.
Descompasso, bate, em vão, descompassa.
Continua alterando tuas ondas, enfileiradas nesse mar sem fim.
Adormeço ao relento, pensando em testemunhos.
Quem cometeu esse crime?
Abrandou sem nervos, adrenalina constante.
Imagem retocada em meio aos teus sonhos.
É como a dor e o conforto do inverno.
Sangrando por amor, sagrando por escrúpulos.
Mente aberta, visão translucida.
Se eu acreditar...
A guerra já acabou.
Mas os restos ainda tocam o meu rosto, 
é tarde para lembrar de como tinha certeza.
Você pode ser feliz, eu espero que seja.

Daniele Vieira

27 de julho de 2011

Homem formal



Essa pele alva, seca, morta.
Essa aurora boreal em teus olhos.
Esse congelados finos lábios.
Essa aura de cores fortes que te envolve,
te deixa perfeito para mim.
Gosto do incomum, calmo, sério.
Arrogante, ignorante, inteligente, severo.
Homem formal, de princípios e respeito.
Aquele que tem apreço pelo o inovador e antigo.
De mãos frias e tato quente.
Das olheiras de cansaço e do sorriso irônico.
Que me ignora e eu finjo que não ligo.
Charmoso tanto quando és belo.
Já te vi em filmes e em livros.
Vem, aparece pra mim.
Tão perto e tão longe.
Sinto escrúpulos em pensar em ti.
Tão surreal, concorda?
Louca, sim pelos teus defeitos.

Daniele Vieira

18 de julho de 2011

Losing


Sim, o tremor desses passos te entrega. É tão perceptível pela maneira que você expõem suas repulsas nas sua inspirações. Você é sua maior inspiração. Segue em contraste com os desalinhos da tua imperfeição, brandas ecoando no singelo suspiro que ofega diante do escuro. Calma, tua alma prevalece. Não tens medo do ruim, se sente seguro no mundo que não é tuas mãos que cria; aonde o branco prevalece, flui entre teus ares e se encontra envolvido em suas partículas repugnantes. 
Poucas são as palavras que enlaçam os sentidos, que permanecem efóricos em mim.
Eu me perco, eu me entrego, eu me encarrego. 
O fardo é pesado de mais, eu simplesmente perdi essa.
Perco tudo, menos a mim.
Quando acho que não tenho mais solução, dou passos; sim, quando sincronizados podem até dizer que é dança. Cambaleando de um lado para o outro, o destino é traçado.
Nunca perdi nada, por que o que foi um dia importante prevalece em meio do caos, prevalece na minha cabeça. Nunca perdi nada.
Só menti para mim mesma.
Nunca perdi uma inspiração, apenas mudei meus focos e objetivos. Como fui tão burra em pensar desse jeito, achando que perdia tudo? Como me deixei ser levada pela as palavras de outras pessoas?
No final, o que agente perde é só aquilo que não damos valor.

Daniele Vieira

4 de junho de 2011

Eu


Sou boba, idiota, alegre, divertida até quando estou triste. Sou chata, arrogante e estúpida só quando a minha paciência estoura. Eu não tenho culpa. Eu sou a melhor amiga que eu sempre quis ter. Eu espero muito das outras pessoas e acabo esquecendo de mim. Sou encrenqueira, defensora e acima de tudo entendo os sentimentos dos outros. Por que é tão difícil achar alguém assim? Eu falo, eu escuto, dou conselho e bronca, machuco e amo, grito e perdoou. Me cansei de esperar o necessário das pessoas, cansei de esperar ser surpreendida mas mesmo que isso pareça ser um saco, eu gosto de fazer o papel de caridosa, vai ver porque  no fundo a vovó estava certa em dizer que eu tenho um coração bondoso. É não sei porque mas me sinto bem quando escuto, dou presente, sorrio, brinco e faço palhaçada, mesmo que  eu esteja desmoronando por dentro, eu ajo assim. Por que? Por que? Porque? 
Não sou falsa, se fosse você perceberia bem.
Eu admito por acumular dores, ofensas, machucados, pesadelos. Gosto e não gosto que os outros se preocupem comigo.
Sim, minha vontade de ser  "perfeita" criou uma máscara.
"Ser ou não ser, és a questão"
Não sou assim, sou o pior tipo de humano que existe; aqueles que vão se redimindo, notando detalhes e acumulando mágoas e no final você fica sem verdadeiros amigos porque todos podem contar com você mas você não pode contar com todos.
Essa é a pior coisa.
Tem muita gente especial e bondosa, eu sei que um dia vou achar alguém assim, vai ver eu já achei e eu não percebi. Deve ter alguém que se preocupe com os outros e queira paz na cabeça que nem eu.

Daniele Vieira

22 de maio de 2011

Indo longe



Seguindo passos espalhados nessas ondas que vão e vem, 
Acabando embrulhados entres teus suspiros fortes.
Que memória é essa que me permite ver  através desse caleidoscópio?
Assobio frente, decepção contraste.
Desperdiço de tempo, é temporário.
Passou, deixando afundar tua avareza, percebeu que por dentro somos energia.
Vai e volta é sem fim,
Associa tua dança com as ondas retrocedidas.
Aperte suas mãos e contraia seu corpo, hoje aprendemos a errar.
O timbre desses passos desbotados, ensina que por mais que seja difícil não devemos fugir.
 Desembrulhados por tua calmaria que assopra nesse fluído.
São apenas reflexos de tua reflexão profunda.
Rema cauteloso, nada borboleta.
Oblíquos movimentos fazem perceber que somos da mesma natureza.
O limite pode ser ilimitado se agirmos ao contrário.
Envolve tua música em gotas de lágrimas,
brilhando em tuas bordas prateadas.
É esse pedaço do céu que me faz sonhar, busca a essência de me ausentar.
Levante o braço e estique os músculos, amanhã aprendemos a sintetizar.
Esse é o meu mar de idéias, sem poemas e rimas.
Ondulando meus pensamentos, aqui estou escrevendo imperfeito.
É fácil deixar-se cair, nesse mundo que me faz progredir.
Mas é difícil de sair da onde me faz lembrar.
Indo longe vou sim pois volto.
No Vou e Vem os vínculos já foram formados.
Só basta ser escolhidos e modulados.

Daniele Vieira

9 de maio de 2011

Inside drugs


Começa nos seus lábios, palavras deprimentes me levam a abaixar a cabeça, a  percussão de meu calafrio.Vibrando entre espelhos embaçados, consigo ver teu rosto ali no canto deformando tua estrutura, quem imaginária que conseguiria te decorar, é um teste de aprovação? Quando o encanto vai passar? E os medos vão privilegiar a perseverança e tomar coragem para fazer o que deve ser feito? 
  O veneno escorre, isso te deixa fraco.
Afinal você é a droga perfeita.
 É difícil de achar e difícil de largar.
Dentro de você, tu me dá vida e me destrói aos poucos e quando eu estou com você eu posso ir a qualquer lugar. O que tem de bom , tem de ruim. Atravessa paredes, contornado pelas tuas lembranças. Pena que o teu rosto pálido só me trás esperança.
Charmoso, esses olhos infiltraram no meu coração. E agora? E agora? Interrompeu o meu sistema imunológico e destruiu minha sensibilidade, afogando-me entre tuas palavras tortas. Quem diria que hoje eu estaria aqui envenenada e jogada no chão... Até parece que choveu por aqui, essa terra morta me trás memórias, aquelas que um dia eu troquei por tua droga.
Valeu apena? 
Será que o meu coração suporta? E o medo de me envolver de novo?  Tua química é mais poderosa que eu mesma imaginava, eu só quero saber se você ainda vai continuar matando sua alma?
Quando existe meios mais fáceis de amar. 
A agonia vai passar quando você segurar a minha mão e deixar o Sol te iluminar. 

Daniele Vieira

2 de maio de 2011

Tiro de precisão



Esse foi o meu tiro de precisão. Foi o que definiu o tempo entre a vida e a morte. O inverso do nascer, a aurora do meu crepúsculo. Me embolei nos meus pensamentos e não conseguir soltar o meu paraquedas. Sim, ainda permaneço presa ao meu fardo, as minhas monótonas ações e ao meu trágico cotidiano; eu inclui os teus vestígios nas minhas lembranças com medo de que os mesmos fugissem do acaso. Calculei os meus sonhos e as minhas idéias a terrorismo e análise psicológica, aonde entra o teu senso sarcástico agora? Porque tuas conclusões falham enquanto eu ainda permaneço viva? São mais que perguntas, são tuas respostas.
Tudo tem sua função no mundo, todos somos designados para papéis bons e ruins formando o equilíbrio entre a verdade e o pecado. Sirva tuas horas para teus olhos, aprende a observar o que te cerca e o que não permanece no teu circuito de vida. Foi nos teus olhos que depositei esperanças, inovei teus sentidos de angústia e esperei o tempo passar. 
Enquanto me afundava em véus de tua tristeza taciturna, apertei tuas mãos.
Me lembravam o beijo após o desespero.
 Tudo que prometeu aos astro, não é mais válido, não são apenas e só aviões caindo por terra, o mundo já acabou e ainda não percebermos isso. És quando teu sol se esconde sobre uma colina, avisando que não pretende mais voltar. És quando as palavras perdem as suas lições morais e nos tornamos manipuláveis. Narrativas em forma de imagens, sim eu gosto, me iludo no possível imaginário que existe na minha cabeça, dentre tantas coisas no mundo eu admiro a tua forma de contemplação, afinal o que importa são os detalhes, quando você ama você percebe até o inevitável.
Datei o dia que você voltou a sorrir, foi quando esqueceu teu submundo e aprendeu a voar. Libertou tuas orações e ofereceu elas ao horizonte, abaixo do seu senso de respeito. Gritaste tua alma desbravada derrubou me sigilo durante a penumbra fria, elegantemente encantou os olhos e uma faca acertou meu marca-passo, isso não significa que tu me imunizou contra teus defeitos, apenas arrancou rancores do nosso passado de mim.
É quando me lembro de tuas iniciativas, relembro movimentos restritos aos lados que me cercam, eu sou incapacitada de me envolver perto de tua áurea, ela me embeleza, apaga meus pensamentos e me pune. Teorias me levam à acreditar em sintonia e a ordem em meio ao meu caos.
É me inspiro em coisas frágeis e incompletas assim como eu.
Não suportei, todo esse seu magnetismo do esbelto teu corpo. Puxei o gatilho. Respirei fundo. Ambos caímos mortos no chão. Desfigurados, fragmentados sobre os ombros alheios.
"Que busca nesse mundo seria algo puro como os passos dessa dança?"
Dançamos enquanto nos quebramos, formamos estilhaços e repressão.
"Quem diria que duas almas regeneradas pudessem forma um quebra-cabeça?"
Quando menos esperamos, o mundo começa a se translaçar com minhas tangentes e de repente sentimos dor, encorajados pelo prazer de criar teorias, imaginamos estarmos passando por outras vidas.
O quebra-cabeças foi resolvido.
Te vejo desconfigurado sobre essa neblina escura.
Abri os olhos e me levantei.
Olhei para o relógio.
 "Boa Noite, ainda são 4 e 30 da manhã."
Voltei aos meus defeitusos e bizarros mundos.

Daniele Vieira

29 de abril de 2011

Chuva


Uma paixão eterna, um laço forte é esse que nos envolve.
A chuva é uma das coisas que eu mais idolatro,venero, amo no mundo.
Ela me faz sentir que mesmo nos piores momentos ela está comigo, me faz sorrir assim como já me fez chorar, é o equilíbrio de tudo. 
I like the beat of rain.
I like dancing in the rain.
I like the smell of rain.
I like forget you in the rain.

Daniele Vieira

23 de abril de 2011

Você morre.


Quando o seu coração para de bater, não significa que está morta(o), apenas é um momento de reflexão para tuas memórias, tua intuição, quando percebe que não pode deixa-se morrer, você tenta voltar mesmo sabendo que poucos conseguem, deixa o apego com a solidão e retorna com a vida, sem depressões ou cicatrizes, isso não muda só sua aparência externa como mexe com sua personalidade, e por dentro, sim, dentro de mim você morre.

Daniele Vieira 

20 de março de 2011

Passageira



 Que outras razões me levariam à estar aqui? Se tudo isso é subjetivo o bastante para me levar à conclusões. Isso só é mais um complemento que uma sensação passageira. Tudo que eu sinto quando eu escrevo é passageiro. A vida é passageira, suponho que seja uma virtude herdada da lua, um belo presente para as nossas almas tão insignificantes e pequenas quantos as dos seres divinos.  Afinal, quem sou eu para saber a verdade?
 Eu já contei o meu erro, crio teorias para depois adaptá-las, o certo seria reunir pistas antes de determinar o certo e o errado. O que é o certo e o errado? Acho que nunca concordaríamos nesse ponto de vista! (risos) Assim como não concordaríamos com o que é legal e chato, bonito e feio, puro e impuro, todos temos opiniões diferentes mas independente de o quanto bizarras sejam, é elas que formam a nossa personalidade, sendo assim nenhum ser humano é igual o outro. Semelhanças, é o que apenas existe.
 Não, você não vai acreditar em tudo o que eu escrevo e assim eu espero que seja, pois tudo que eu escrevo é passageiro, muda com o tempo e com as passagens da lua, assim como as mudanças da vida, muda com o dia, o ano e as estações, até com os séculos.
 Já chega dessa de "eu mudo constantemente" porque agora está realmente na hora de mudar.
 Me cansei de adaptar meu sentimentos em forma de palavras, assim também de adaptá-los à música e a dança. Isso me torna diferente, eu não quero apegos, por mais que seja o ápice da minha felicidade, eles são a forma mais compulsiva de regredir na vida.
Errarei se eu dizer que tudo é passageiro, pois não conseguimos fazer a vida passar mais rápido e também não conseguimos voltar para o passado; apenas temos a chance de tentar outra vez porque mesmo a vida não ser como palavras ou sentimentos que podemos apagá-los com a borracha ou com o tempo, ela nos proporciona algo que não pode ser controlado, definido ou rotulado, ela nos guia ao nosso destino e por mais que nós erramos ela sempre vai nos dar a chance de construir um novo caminho.

Daniele Vieira

15 de março de 2011

Love


Desistir de tentar vivê-lo ou construí-lo, sabe o amor devia ser uma coisa divertida que te proporcionar-se  mais alegria do que dor, devia ser um sentimento que corrige e não destrói. Quer saber essa história de amar para ser amada já não funciona com essa daqui; tudo ficou mais fácil quando eu disse "Foda-se se eu te amo ou te quero, hoje eu que quero ser amada e querida e espero que realmente você considere certo umas doses de vodka no esquenta e uma rave com as amigas, pois mesmo você gostando ou não é o meu jeito de suportar."

Daniele Vieira

12 de março de 2011

Como borboleta


"Seja Forte". Diria ele para você, se a mente dele ainda fosse autêntica e controlável, não existe razões para chorar por algo incompleto. Todos temos que aprender a lutar e ser forte, ficar construindo barreiras não leva a nada.
Abra as braços e abrigue essa pessoa de virtude danificada. Alcance esses redemoinhos ilhados do seu coração, se afogue neles. Um banho de sentimentos é necessário para purificar a tua alma. Admita os seus erros e suas falhas, isso vai te levar à perfeição.
Se ele ainda permanece-se vivo, pelo menos em mim, ele me diria "Seja a pessoa que você sabe que tem que ser, não se esconda atrás dos teus defeitos, amplie a sua consciência.". Acreditou em mim, no meu potencial, realçou os meus olhos diante o mundo e despertou meu ser auto-crítico. 
Vamos dançar, é vamos dançar como borboletas!
Precisamos praticar a felicidade para sermos felizes, precisamos praticar a bondade para sermos bondosos, precisamos praticar a consciência para sermos conscientes e precisamos praticar a perfeição para sermos perfeitos.

Daniele Vieira

9 de março de 2011

Acreditar


Lamento todos os momentos que eu fraquejei, que eu errei ou mudei de opinião sem um motivo forte; lamento por te fazer ficar preocupado(a) comigo e de ser tão egoísta ao ponto de fazer tudo para chamar a tua atenção. Desculpe-me por ser tão fria na maioria do tempo e não conseguir te mostrar os meus segredos, por tentar ser alegre e espontânea quando estou com dificuldades e desculpe-me de verdade por sempre tentar roubar um sorriso seu. Não importa se o mundo estiver acabando eu sempre vou me preocupar mais com você(s) do que comigo, porque eu sinto que eu preciso cuidar do que ainda tem vida, eu preciso cuidar da sua alegria e do seu conforto porque eu sei que não tem muitas pessoas dispostas a fazer isso, uma demonstração de amizade tão linda; não eu nunca vou lhe forçar a me contar os seus problemas, muito menos vou te prender para ouvir os meus pois eu sei que isso não gera alegria e nem mais confiança. Percebi que ajudar as pessoas, quebra o gelo do meu coração, me ajuda a descobrir que eu não preciso de alguém sempre ao meu lado para me ouvir só preciso de apenas um sorriso e a felicidade transbordando do seu coração. Sou muito fechada, admito isso porém não me envergonho; não consigo confiar 100% nas pessoas, quem consegue? Acho que ninguém é capaz disso. Quando amo eu me fecho mais ainda, porque amar as pessoas machuca, fere, corroe, destrói o ser. Gostaria de ser mais amiga, mais compreensível, mais calma, mais paciente e mais inteligente porém não posso mudar, eu sou assim, minha alma é pecadora e defeituosa, tenho vazios no peito que ninguém podem fechar, tenho traumas que dói só de pensar, depressões eu acho que já perdi as contas. Falo sério quando falo de mim, eu não suporto essa idéia de "pobre coitadinha" ou "menina imatura" porque eu considero a minha mente muito avançada para a minha idade, mesmo você não sabendo tudo de mim, pode ter certeza que eu já passei por muita coisa, já quase perdi a vida várias vezes e suportei a dor de pessoas morrendo em mim. Anjo forte, é acho que sim, o nome do meu é Yabamiha ele ajuda os drogados e os alcoólatras. Essa é minha verdade tudo isso é parte de mim, eu causei caos, dor, agonia e todo o resto, ainda causo; tudo que eu sei, sou, quero e amo me faz ser assim fechada, fria, intensa, sem reações ou estímulos.
Acreditar é preciso mas não quero lhe forçar que acredite em mim ou em qualquer outra pessoa, acredite no seu coração, na sua intuição só assim você saberá quem está dizendo a verdade. Eu amo, vivo e respiro, não me importo mais com o amanhã ou comigo. Eu me importo com você, sim você: parentes, amigos, colegas, amores. Porque quando vocês estão felizes, sorrindo, rindo, cantando, amando, gritando, falando e sendo vocês mesmos isso me ajuda a superar minhas tristezas, me deixa feliz.
Lamento por escrever tudo isso, lamento por nunca ter a coragem de falar ou escrever detalhes sobre isso e por nunca demonstrar que me preocupo com você e sempre dizer "tudo bem?" em vez de "tem alguma coisa errada, quer falar comigo?", por te dar um doce em vez de contar uma piada sabem que eu sou péssima em tentar ser engraçada. Lamento por ás vezes parecer boba e muito gentil, isso acontece quando eu estou muito solitária, lamento por não conseguir ser grossa na hora que tem que ser e por não ser uma pessoa que você admire. Desculpe-me por não te fazer perceber tudo isso antes e não vou aceitar que fique triste por minha causa, desculpe-me por me esquecer das palavras e não dar o meu melhor sempre e desculpe-me por eu estar me desculpando.

Daniele Vieira