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10 de junho de 2012

Eu Agora Me D-Desejo


Eu caí como neve nesse verso desestruturado
Eu caí de joelho como mais uma garoa numa necessidade
Eu caí sem firmamento como uma flor sem suas pétalas

Agora já não deliro nesse escrúpulo que me refratou
Agora já é um outro amanhã, para afogar os sonhos nos seus olhos
Agora já me deixa em pedaços, como eu posso ficar mais próxima?

Me dei o Sol, me preencha com o verão que nunca vem
Me mostre como eu posso transbordar algo que me questiono
Me enfeite com os raios que dançam nas copas das árvores

De gotas em gotas, eu esperava encher esse infinito oceano
De detalhe em detalhe, eu esperava ser o que desejava ser
De desejo em desejo, eu esperava que o céu não parecesse tão longe.

Daniele Vieira

9 de maio de 2012

O Ápice Do Amor


Em equilíbrio com as vibrações
Positivas em torno do meu ser
Afligem o ápice de minha felicidade
Em suspenso completando outros patamares
De amor em êxtase com o firmamento
Guiada ao brilho da estrela perdida
Espelhando luz de esperança
Para esse mundo pecador, brilha
Centelha de luz celestial, flor divina
Alto astral no coração, paz na cabeça
E raiz com meus irmãos...

Daniele Viera
Adriane Braga
Gabriella Saldanha
Tayná Contes
Larissa Frota
Vladimir Silva

08/05/12

8 de abril de 2012

Segredos Quero Voar


Segredos esparramados em sonhos, eu até tentei desenhar.
Essa foi a maior mentira que eu já ouvi, estava ruída e bamba
Você não acha que, com tudo isso, deveria aprender algo?
Em outro equilíbrio, a gravidade deixa de ensinar a voar
Sendo que tudo que nos segurava, era um mundo danificado
Era apenas pura criatividade suicida. Era apenas puro amor traído.
Finge queda, finge criar, finge asas, finge saber voar, finge liberdade.
Mas a verdade machuca e as mentiras ainda mais, o que resta 
É esse ar sufocante que rasga. Eu tentei segurar mas não foi suficiente
Todos os segredos se transformam, em outra desculpa, em outro amor...
Outono vai te trazer de volta para mim. Só não sei se ainda vou querer
Querer brigas, apelos, exageros. Quero voar sem segredos
Quero amar o hoje, amar o agora; porque o passado me condena
E o futuro me acusa. Quero escrever sem ter medo de magoar.
Quero que não exista nenhum fragmento daquela loucura
Doce e intelectual. Quero começar comigo, começar no Eu.
Confiando no horizonte, o Sol se estilhaça o mar.
Segredos transcendem sentimentos, aparam as asas  
Fantasias as criam. E eu ainda, tenho medo de voar.

Daniele Vieira



28 de dezembro de 2011

Céu Sereno


Trilhando mares profundos, das lágrimas aos cristais.
Sombreando a angústia, um maremoto de percusão.
Abalou, estendeu e relaxou. Suspendeu o sorriso.
Logo, logo se animou. Quem sabe a perda lhe ajudou.
Dança, céu sereno. Vem, me embriaga com seus desejos.
De tanto chorar, finalmente entendeu. Ora, quanto te ama.
Teimou e padeceu com nostálgia. Delínio com a perfeição.
Brilha, luz divina e imperial. É, querido, asopra devagar.
 Que aos poucos eu chego aonde quero chegar.

Daniele Vieira

11 de dezembro de 2011

Recomeça


Tudo que termina, recomeça.

Aos sonhos reencarna, alma enjaulada.

E o tremor nos teus lábios, te entrega.

Ah! Já era véspera... Tempo de acordar.

Desejo que a solitude te envolva.

E que nesse seleta dança, consiga mudar-te.

Olhos tristes, estrelas cravadas ao céu.

Vivo, respiro, cadê os meus dotes gentis?

Foi suficiente, recomeçou devagar...

Aprendeu a amar o certo, o pleno.

Quem sabe, ele amou o invisível.

Então, que o nosso amor seja transparente.

Tudo que termina, recomeça.

Isso se chama carma, não?

Chora, amor escasso. Imperfeita loucura.

Me beijou e devagar recomeçou...

Essa triste história de amor.


Daniele Vieira

Florescer


E nessa geada que me deixa,
As flores vão surgindo, e com o tempo
Vão rasgando esse manto de gelo.
Reestruturando sua forma que jazia,
Aos sonhos jazia... A neve que poetiza.
Entre essas lágrimas, já se tornam granizo.
Já a solidão, vira amiga.
Sorrir, floresceu sozinha! Menina tola.
Teus encantos já morreram, e essa juventude
Me deixou, te deixou. Floresceu e abandonou.
Ora, divina seja! Perfeita ilusão.
Os escrúpulos me deixaram...
E agora, primavera promíscua...
Quem te segura, quem te faz florescer?
Te observo, te quero. Me ensina a florescer.

Daniele Vieira


10 de dezembro de 2011

Te deixa


E esse jeito de imperatriz, te deixa louca.
E esse cheiro de nardo, te deixa nostálgica.
E esse meio de sombras, te deixa idealizada.
E esse medo de errar, te deixa incapacitada.

 E as ideias que fluem desse livro, te deixa maravilhada.
E os sonhos que fluem desse livro, te deixa perplexa.
E os sentidos que fluem desse livro, te deixa imaculada.
E as virtudes que fluem desse livro, te deixa humilde.

E quem sabe, a loucura, te deixa ser imperatriz.
E quem sabe, a nostalgia, te deixa sentir o nardo.
E quem sabe, a idealização, te deixa encontrar as sombras.
E quem sabe, a incapacidade, te deixa achar a perfeição.

Te deixa maravilhada, as borboletas que fluem desse livro.
Te deixa perplexa, as energias que fluem desse livro.
Te deixa imaculada, as sintonias que fluem desse livro.
Te deixa humilde, os mistérios que fluem desse livro.

E, talvez, seja assim,
Que no final, ainda esteja,
Em tudo que surge em mim,
Como metamorfose seja.

É esse jeito, esse cheiro, esse meio, esse medo,
É as idéias, os sonhos, os sentidos, as virtudes,
É a loucura, a nostalgia, a idealização, a incapacidade,
É as borboletas, as energias, as sintonias, os mistérios.

Que me torna parte de livro,
Que se chama Minha Vida,
Que te torna quem eu quero,
Que a metamorfose venha.

Daniele Vieira

7 de dezembro de 2011

Fardo


Com o tempo, disfarça. As rupturas que expõem teu declínio.
Somente só. Postura refratada, eixo relutante. Coração involuntário.
Bulhando exaustão, alça, aos ombros, os fardos passados. 
Que antes do salto alto, já era motivo da dor aos pés.
E os erros e as culpas, a mente perturba. Opaco aos olhos.
Ciclo de vida, espiritual e material, alienado.
Errando sorrindo é preciso. Saber que está errado.
Aceitação do carma, vida de saudades e crueldades.
Ires atrás da consciência inata do teu ser e, talvez, encontre.
Quem sabe encontra, a tua felicidade.

Daniele Vieira


3 de dezembro de 2011

Casando com as estrelas


Tenho certeza. Me argumento duvidosa.
Retalhos e estímulos, comprovam o apego.
Apesar de não saber. O sol nasce sorrindo.
E as estrelas... Ah, ainda continua formosa.
Descansa, punhado de purpurina no sossego.
Oh, Lúcida. Cansada, chorava já despedindo.

Beleza mimosa, tinha o dom de amar sem igual.
Devagar conchego, a ternura é uma lembrança.
Eu vou indo. Os vínculos já foram formados.
 Casando com as estrelas. Livrai-me de todo mal.
Segura, abre a mente. Perplexa de esperança.
Cresce só, ama o astro brilhante. Oh! meu amado.

Daniele Vieira

15 de novembro de 2011

Já quero outono



Inconstância. São palavras compreensivas. Vai, andar pelas ruas descalças. Ora, acorda em ressonância com o medo. Dezembro.... Saudades já se tornam amadurecimento. Eu acho que eu  penso melhor agora. Você precisa de uma tatuagem no peito. Eu só um sorriso estampado no rosto. É o melhor que se pode fazer. Tá na hora de quebrar o sistema. Outono, Outono, Outono... Vem limpa meus escrúpulos. Purifica meus defeitos. Como se eu fosse feita de vidro. As alergias afetam a alma. Queimam como esqueiros.
Sociedade já entrava em colapso, ela mesma já jaze no seu relento. Desbraves, contornos, bajulações. Do chão, vou me arrastar até me levantar. O meu maior medo eu já superei. Penso, consento, alienação social. De pé, movendo em direção ao destino. Havia aos olhos desistido?
Não pretendo disfarçar. Principalmente se for decepção. De agora em diante é foco, percepção, agilidade e precisão. Trágico. É o jeito que te faz suar. O toque quente. Deixa, o coração batia forte. Era notável o jeito como persentia o receio. 
 Nunca tive a chance, de me arrepender pelo as mudanças. Eu relembro, lembro e esqueço. Nenhuma braveza, é um teste de honra? Já não importo. Já me suponho. Já quero outono.
Outono, outono, outono... Venha limpas minhas lágrimas. Purificar meu coração. Como se eu fosse uma humana vulnerável. As alegrias transformam a alma. Brilham como o Sol. 

Daniele Vieira

30 de setembro de 2011

Selecionar


Procede em meio ao caos. Amparos, uns aos outros, tremor perante imagem, da qual um dia foi selecionada por teus amplos olhos. Para sempre submerge, alça os seios de areia pálida que com destreza ruboriza molhando o chão de timidez. Encanta com a dança rítmica, que enrola e desenrola acabando no falecimento da ideia principal. Levados sonhos, para em fim fatos e relatos serem trazidos.
Composto pela honra imperial, as epidemias transportas pelas cogitações dos verdadeiro sentimentos, mexeram com as minhas noções. Palco é úmido e as apresentações são espetaculares. Tamanha frieza é tal quanto sua beleza.
Cada gota pulando, girando, correndo, deslizando são mares de agonia isso sim. O tormento é confortante, o momento é apreciado assim  como surgir paz e a harmonia em meio de tanta desordem, procede em meio ao caos. Cadeias passaram e se quebraram, o tempo passou e pra mim é como esteve sempre parado. Tudo que eu sei é que parece uma eternidade. Compartilho essas lembranças, travessas, que se opõem ao mundo impróprio. Selecionadas por compostura, sozinha, indecente escrevo bulhando atmosfera de pressão. Declínio, o mar é senso e razão.
Contorno essas pérolas com o mar, o sol que está pra acordar. Aurora Boreal cega os pontos de minha visão, abrindo meus olhos pela primeira vez. Alguém sabe, o que importa foi que as virtudes não me alucinaram. Passo, descompasso, desejo, atrito, a gravidade me puxa para o chão. 
Improviso, aprendo a selecionar as vislumbres cenas.
Das quais um dia, em déjà vu, irei me recordar.

Daniele Vieira

30 de julho de 2011

War


Tiroteios desbravados pelo tumulto fixado em teus olhos.
Derrota, glória se fosse íntima. 
Se perde em agonias, alegrias, decepções, desfechos.
Fluindo entre pensamentos retrocedidos pelo teus desejos.
Costurados aos teus medos, tuas confissões, teu mundo.
Suave, desce, memória exemplar que tivera.
O passado deixa cicatrizes profundas.
As feridas ainda estão expostas, revelando minhas repulsas.
Se tenho coragem para fecha-las?
Não.
É preferível que continuem expondo mais as dores.
Só assim me dou conta de quem eu realmente sou.
E até aonde eu consigo suportar.
O meu coração já passou por mil testes de durabilidade.
Descompasso, bate, em vão, descompassa.
Continua alterando tuas ondas, enfileiradas nesse mar sem fim.
Adormeço ao relento, pensando em testemunhos.
Quem cometeu esse crime?
Abrandou sem nervos, adrenalina constante.
Imagem retocada em meio aos teus sonhos.
É como a dor e o conforto do inverno.
Sangrando por amor, sagrando por escrúpulos.
Mente aberta, visão translucida.
Se eu acreditar...
A guerra já acabou.
Mas os restos ainda tocam o meu rosto, 
é tarde para lembrar de como tinha certeza.
Você pode ser feliz, eu espero que seja.

Daniele Vieira

27 de julho de 2011

Homem formal



Essa pele alva, seca, morta.
Essa aurora boreal em teus olhos.
Esse congelados finos lábios.
Essa aura de cores fortes que te envolve,
te deixa perfeito para mim.
Gosto do incomum, calmo, sério.
Arrogante, ignorante, inteligente, severo.
Homem formal, de princípios e respeito.
Aquele que tem apreço pelo o inovador e antigo.
De mãos frias e tato quente.
Das olheiras de cansaço e do sorriso irônico.
Que me ignora e eu finjo que não ligo.
Charmoso tanto quando és belo.
Já te vi em filmes e em livros.
Vem, aparece pra mim.
Tão perto e tão longe.
Sinto escrúpulos em pensar em ti.
Tão surreal, concorda?
Louca, sim pelos teus defeitos.

Daniele Vieira

22 de maio de 2011

Indo longe



Seguindo passos espalhados nessas ondas que vão e vem, 
Acabando embrulhados entres teus suspiros fortes.
Que memória é essa que me permite ver  através desse caleidoscópio?
Assobio frente, decepção contraste.
Desperdiço de tempo, é temporário.
Passou, deixando afundar tua avareza, percebeu que por dentro somos energia.
Vai e volta é sem fim,
Associa tua dança com as ondas retrocedidas.
Aperte suas mãos e contraia seu corpo, hoje aprendemos a errar.
O timbre desses passos desbotados, ensina que por mais que seja difícil não devemos fugir.
 Desembrulhados por tua calmaria que assopra nesse fluído.
São apenas reflexos de tua reflexão profunda.
Rema cauteloso, nada borboleta.
Oblíquos movimentos fazem perceber que somos da mesma natureza.
O limite pode ser ilimitado se agirmos ao contrário.
Envolve tua música em gotas de lágrimas,
brilhando em tuas bordas prateadas.
É esse pedaço do céu que me faz sonhar, busca a essência de me ausentar.
Levante o braço e estique os músculos, amanhã aprendemos a sintetizar.
Esse é o meu mar de idéias, sem poemas e rimas.
Ondulando meus pensamentos, aqui estou escrevendo imperfeito.
É fácil deixar-se cair, nesse mundo que me faz progredir.
Mas é difícil de sair da onde me faz lembrar.
Indo longe vou sim pois volto.
No Vou e Vem os vínculos já foram formados.
Só basta ser escolhidos e modulados.

Daniele Vieira

9 de maio de 2011

Inside drugs


Começa nos seus lábios, palavras deprimentes me levam a abaixar a cabeça, a  percussão de meu calafrio.Vibrando entre espelhos embaçados, consigo ver teu rosto ali no canto deformando tua estrutura, quem imaginária que conseguiria te decorar, é um teste de aprovação? Quando o encanto vai passar? E os medos vão privilegiar a perseverança e tomar coragem para fazer o que deve ser feito? 
  O veneno escorre, isso te deixa fraco.
Afinal você é a droga perfeita.
 É difícil de achar e difícil de largar.
Dentro de você, tu me dá vida e me destrói aos poucos e quando eu estou com você eu posso ir a qualquer lugar. O que tem de bom , tem de ruim. Atravessa paredes, contornado pelas tuas lembranças. Pena que o teu rosto pálido só me trás esperança.
Charmoso, esses olhos infiltraram no meu coração. E agora? E agora? Interrompeu o meu sistema imunológico e destruiu minha sensibilidade, afogando-me entre tuas palavras tortas. Quem diria que hoje eu estaria aqui envenenada e jogada no chão... Até parece que choveu por aqui, essa terra morta me trás memórias, aquelas que um dia eu troquei por tua droga.
Valeu apena? 
Será que o meu coração suporta? E o medo de me envolver de novo?  Tua química é mais poderosa que eu mesma imaginava, eu só quero saber se você ainda vai continuar matando sua alma?
Quando existe meios mais fáceis de amar. 
A agonia vai passar quando você segurar a minha mão e deixar o Sol te iluminar. 

Daniele Vieira

2 de maio de 2011

Tiro de precisão



Esse foi o meu tiro de precisão. Foi o que definiu o tempo entre a vida e a morte. O inverso do nascer, a aurora do meu crepúsculo. Me embolei nos meus pensamentos e não conseguir soltar o meu paraquedas. Sim, ainda permaneço presa ao meu fardo, as minhas monótonas ações e ao meu trágico cotidiano; eu inclui os teus vestígios nas minhas lembranças com medo de que os mesmos fugissem do acaso. Calculei os meus sonhos e as minhas idéias a terrorismo e análise psicológica, aonde entra o teu senso sarcástico agora? Porque tuas conclusões falham enquanto eu ainda permaneço viva? São mais que perguntas, são tuas respostas.
Tudo tem sua função no mundo, todos somos designados para papéis bons e ruins formando o equilíbrio entre a verdade e o pecado. Sirva tuas horas para teus olhos, aprende a observar o que te cerca e o que não permanece no teu circuito de vida. Foi nos teus olhos que depositei esperanças, inovei teus sentidos de angústia e esperei o tempo passar. 
Enquanto me afundava em véus de tua tristeza taciturna, apertei tuas mãos.
Me lembravam o beijo após o desespero.
 Tudo que prometeu aos astro, não é mais válido, não são apenas e só aviões caindo por terra, o mundo já acabou e ainda não percebermos isso. És quando teu sol se esconde sobre uma colina, avisando que não pretende mais voltar. És quando as palavras perdem as suas lições morais e nos tornamos manipuláveis. Narrativas em forma de imagens, sim eu gosto, me iludo no possível imaginário que existe na minha cabeça, dentre tantas coisas no mundo eu admiro a tua forma de contemplação, afinal o que importa são os detalhes, quando você ama você percebe até o inevitável.
Datei o dia que você voltou a sorrir, foi quando esqueceu teu submundo e aprendeu a voar. Libertou tuas orações e ofereceu elas ao horizonte, abaixo do seu senso de respeito. Gritaste tua alma desbravada derrubou me sigilo durante a penumbra fria, elegantemente encantou os olhos e uma faca acertou meu marca-passo, isso não significa que tu me imunizou contra teus defeitos, apenas arrancou rancores do nosso passado de mim.
É quando me lembro de tuas iniciativas, relembro movimentos restritos aos lados que me cercam, eu sou incapacitada de me envolver perto de tua áurea, ela me embeleza, apaga meus pensamentos e me pune. Teorias me levam à acreditar em sintonia e a ordem em meio ao meu caos.
É me inspiro em coisas frágeis e incompletas assim como eu.
Não suportei, todo esse seu magnetismo do esbelto teu corpo. Puxei o gatilho. Respirei fundo. Ambos caímos mortos no chão. Desfigurados, fragmentados sobre os ombros alheios.
"Que busca nesse mundo seria algo puro como os passos dessa dança?"
Dançamos enquanto nos quebramos, formamos estilhaços e repressão.
"Quem diria que duas almas regeneradas pudessem forma um quebra-cabeça?"
Quando menos esperamos, o mundo começa a se translaçar com minhas tangentes e de repente sentimos dor, encorajados pelo prazer de criar teorias, imaginamos estarmos passando por outras vidas.
O quebra-cabeças foi resolvido.
Te vejo desconfigurado sobre essa neblina escura.
Abri os olhos e me levantei.
Olhei para o relógio.
 "Boa Noite, ainda são 4 e 30 da manhã."
Voltei aos meus defeitusos e bizarros mundos.

Daniele Vieira

29 de abril de 2011

Chuva


Uma paixão eterna, um laço forte é esse que nos envolve.
A chuva é uma das coisas que eu mais idolatro,venero, amo no mundo.
Ela me faz sentir que mesmo nos piores momentos ela está comigo, me faz sorrir assim como já me fez chorar, é o equilíbrio de tudo. 
I like the beat of rain.
I like dancing in the rain.
I like the smell of rain.
I like forget you in the rain.

Daniele Vieira

26 de abril de 2011

Mistério


Todas as pessoas andando, cuidando das suas próprias vidas, falhas e desejos.  Nenhuma reparou que hoje eu passei batom e coloquei o meu salto vermelho. Os dias passam, eu cair no chão e ninguém parou para me levantar. Forte é saber suportar e lidar com as conseqüências das ações  dos outros. Esqueci o mundo hoje, por que isso faz me sentir mais viva para continuar, continuar  à andar. Eu sou algo novo, sem rótulos ou embalagens.
Amor, o meu prazo de validade já venceu.
Essa é a nova realidade de quem consegue superar, arrancamos a etiqueta e construímos a nossa personalidade. Isso nos torna diferentes e completos diante os orgulhosos, traidores e falsos; éramos marionetes de vocês, até cortamos a linha e vivermos a nossa própria peça. Por isso somos mais que "fortes", somos revolucionários para um mundo melhor, sem preconceito, terrorismo, desigualdade.
O que há em mim, o que há em você?
 O que há além dos seus olhos é o que há além dos meus?
É como se estivéssemos em guerra.
Todos os canhões atiram, as pessoas caem, lamentando das suas próprias vidas, alegrias e fantasias. Reparamos que estavam todos armados, de braços firmes e coração abatido. Os segundos passam, e eles estão caindo machucados, pegamos na suas mãos e erguemos a sua cabeça. Mistério é saber que mesmo ambos sermos completamente diferentes,compreendemos a humanidade, sentimos os mesmos sentimentos, possuímos os mesmos sonhos e lutamos contra as mesmas pressões. Nos tornamos mais humanos e maduros com as cicatrizes.
Somos fortes para perdoar-los e você é capaz de cortar as linhas que te prende? 
Tudo que termina, termina por um motivo.
Eu não posso ser identificada, porque a minha identidade sou eu que faço.

Daniele Vieira

15 de março de 2011

Love


Desistir de tentar vivê-lo ou construí-lo, sabe o amor devia ser uma coisa divertida que te proporcionar-se  mais alegria do que dor, devia ser um sentimento que corrige e não destrói. Quer saber essa história de amar para ser amada já não funciona com essa daqui; tudo ficou mais fácil quando eu disse "Foda-se se eu te amo ou te quero, hoje eu que quero ser amada e querida e espero que realmente você considere certo umas doses de vodka no esquenta e uma rave com as amigas, pois mesmo você gostando ou não é o meu jeito de suportar."

Daniele Vieira

13 de março de 2011

Estrutura


Dentro de você existe um poder incomparável, uma força que constrói horizontes e incentiva a imensidão.
 O mundo é muito pequeno, não é amplo depois que descobrimos que ele não é reto e nem plano, depois disso não era baixo pois passou a se expandir  pelo o céu, arranhando-o, rompendo seus limites. O mundo não é algo que está totalmente planejado, é algo que você mesmo faz; é a parte que você pode ver, tocar e sentir. 
Será que o teu veneno dos teus lábios é hereditário ou é fruto do seu aprimoramento? Qual é o problema de ser curiosa? São poucas coisas que me intrigam, esse é um caso extremo.
Quais são esses sentimentos que te invadem? Como é ter as borboletas invadindo o seu estômago? Isso corrói a sincronia dos teus órgãos, abalando o empenho dos teus sentidos. O que é impossível para o coração é possível para a mente humana, imaginar não é limitado se a pessoa  for desapegada a essa técnica boba de definição do certo e errado.
Que traço são esses que te compõem? Tua estrutura é inabalável,é isso que te torna tão atrativo. Percorre todo o meu ser quando você sussurra essas palavras concretas, você é a minha doença e a minha cura. Talvez a culpa inicial seja minha, seja a conseqüência pelo acúmulo de sentimentos por você e por não consegui-lo expressá-los. Isso me deixa mais apegada, apegada ao futuro, ao destino incerto e a capacidade que temos de criar, eu criei sonhos ao seu lado. 
Devo chamar isso de dom ou apena me curvar diante da tua virtude?
Se fosse somente os olhos era mais fácil arrancá-los ou apenas admirá-los de perto?
Ter dúvida significa que não escuta o coração.
Tudo o que eu quero se resume em um único destino, do qual não sei se vai você faz parte. É dói quando agente não evita a verdade mas não se esqueça de me deixar voar com as minhas próprias asas porque se for eterno, os laços não desatam e as memórias não vão te abandonar.
Quero voar com as minhas próprias asas sem que me digam "isso é ridículo".
Acho que só assim você entenderia o que é fechar as cortinas para salvar uma peça mal interpretada, eu fechei as cortinas da minha vida. 
Dentro de você existe um poder incomparável, uma força que constrói horizontes e incentiva a imensidãoeste poder não é nada mais que o seu amor, o amor puro que supera os preconceitos, as cores, as derrotas, abre portas e expande o calor da sua generosidade.
Uma vez me disseram "Aprenda com os erros dos outros, para não errar na vida.", isso está errado por mais que agente aprenda com os erros dos outros, só faz agente erra mais feio ainda. Então aprenda duas coisas, sempre olhar o lado positivo de tudo e está preparado para lutar com o mundo que você mesmo constrói todos os dias. 
Tua estrutura é inabalável e isso me faz perceber o quanto ainda tenho para aprender com você.

Daniele Vieira